Anuario ABLA - 2015

86 Os governantes terão de enfrentar vários desafios para recolocar o Brasil na rota do crescimento econômico em 2015 e nos anos seguintes. Dentre todos, um dos mais importantes é a eliminação dos atuais obstáculos que dificultam uma fluidez maior dos transportes, define a Câmara Interamericana de Transportes (CIT). Para a entidade, os problemas do setor são conhecidos. Segundo Roberto Galhardo, diretor sênior da CIT e coordenador do MBA/ Getram em Logística, Mobilização e Meio Ambiente, “em que se pesem as iniciativas governamentais de seus programas (PAC 1, PAC 2 e PIL) e o Plano CNT de Transporte e Logística 2014, lançado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), o Brasil ainda apresenta precariedade na infraestrutura de transportes”. Ele revela que a confirmação das deficiências estruturais do Brasil ficou patente após a divulgação do “Relatório de Competitividade Global” do Fórum Econômico Mundial (em inglês, WEF), que avaliou a situação de 144 países: “De 2011 a 2014 o Brasil caiu da 53ª para a 57ª posição, ficando atrás dos países que compõem os BRICS, com exceção da Índia”. E Galhardo acrescenta: “Para o país, infelizmente, as más notícias não param por aí. Por conta das recentes mudanças da economia global, com a queda do preço internacional das commodities, a saída do capital estrangeiro que havia migrado para o Brasil no auge da crise financeira mundial e a deterioração da política macroeconômica brasileira, a tendência é de que tenhamos um 2015 de dificuldades para todos os setores”. O diretor da CIT comenta que os principais problemas apontados no relatório da WEF foram “regras tributárias confusas, legislação trabalhista restritiva, oferta inadequada de infraestrutura, pesada carga tributária e burocracia governamental”. Em decorrência de toda essa conjuntura, uma sondagem da CNT denominada “Expectativas Econômicas do Transportador – 2014” mostra que os empresários do transporte estão cautelosos e que 82,7% deles tiveram aumento de custos. Diante do quadro, é preciso agir para mudar a situação. As medidas são conhecidas e factíveis. “São necessárias boas condições de segurança e trafegabilidade nas rodovias, malhas ferroviária, aeroviária e hidroviária compatíveis com as dimensões e a relevância do país, terminais e portos modernos e eficientes, que propiciem o LOGÍSTICA Do diagnóstico para o tratamento Câmara Interamericana de Transportes apresenta motivos que impedem melhor fluidez dos transportes e recomenda ações imediatas para evitar maiores danos à economia do Brasil LOGISTIC

RkJQdWJsaXNoZXIy NDU0Njk=