9 Assessor econômico e presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze costuma ser consultado a cada ano que começa sobre previsões de como o ambiente de negócios irá se comportar. Para ele, não há sinal de que haja nos próximos meses um “pé no freio” na economia do país. “Se puder passar uma mensagem a cada empresário sobre 2026 essa mensagem seria de otimismo. Não há recessão à vista e vamos ter mais um ano de crescimento, ainda que moderado”, avalia ele. Para prosseguir com uma imagem ligada ao meio automotivo, Guilherme assinala que a economia entra em 2026 tentando acelerar, “mas ainda com o freio de mão puxado”. Ele lembra que temos de um lado os gastos de um governo expansionista que pressionam a inflação; de outro, permanece a atuação do Banco Central, mantendo os juros em patamares elevados, a fim de reduzir a liquidez do mercado. O resultado dessas duas forças agindo em sentido contrário é que a economia patina, efeito que continuará acontecendo em 2026. “Tanto o quadro da política fiscal quanto o da taxa de juros devem permanecer dessa forma nos próximos meses”, explica o economista. Transporte – Guilherme alerta que o setor de locação de veículos teve um ano de 2024 muito bom, com crescimento de dois dígitos, mas a tendência para 2025 e 2026 é de estabilidade. “Não haverá queda de faturamento, mas sim uma certa perda desse fôlego apresentado nos últimos anos. O ritmo de crescimento neste ano será mais fraco”, reflete o economista. “OTIMISMO DEVE PREVALECER” Para Guilherme Dietze, economista e presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, não há motivo para imaginar que 2026 venha apresentar um quadro de recessão Turismo – Segundo ele, um dos serviços que podem se descolar dessa realidade é o turismo, o que é um ponto positivo para as locadoras. “O turismo tem apresentado crescimento acima do varejo e da área de serviços em geral, em função de investimentos feitos pela hotelaria e também pelas próprias locadoras, na aquisição de novos veículos. Os dados da Fecomércio apontam para recorde de faturamento no setor em 2025 e a perspectiva é a mesma para este ano”, relata Guilherme. Alguns sinais desse bom desempenho estão no aquecimento do segmento de viagens corporativas e a menor taxa histórica de desemprego no setor de lazer como um todo. “O cenário de emprego é, na verdade, bastante positivo também em outras áreas. As empresas estão inclusive com dificuldade de contratar mão de obra. Isso favorece a renda familiar e, consequentemente, aquece a economia. Mais gente empregada formalmente significa maior acesso ao crédito”, pontua o assessor da Fecomércio. Guilherme: sem muitas surpresas na economia em 2026
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