23 faz um trecho da viagem com o metrô, que é previsível, rápido e seguro, portanto, uma escolha natural do usuário. Mas em seguida precisa completar o trajeto utilizando o ônibus ou outro meio de transporte, mas não existe a integração que permita fazer esse percurso de maneira rápida e acessível. Isso sem mencionar que a maioria das cidades não conta com o metrô, muito menos integração”, exemplifica ela. Conforto e segurança também pesam na escolha. Ônibus antigos, barulhentos ou sem ar-condicionado afastam os usuários. “Há ainda a questão do assédio contra mulheres no transporte coletivo. Temos visto iniciativas importantes do poder público para combater esse tipo de ocorrência, mas ela, infelizmente, precisa ser entendida como uma realidade”, acentua Paula. É importante também citar a questão das condições das próprias cidades para propiciarem viagens mais confortáveis. Trajetos longos das linhas de ônibus e ruas que não estão preparadas para receber esses veículos são alguns dos problemas comumente encontrados. Paula Faria defende que o transporte público seja melhorado, inclusive por questão de sustentabilidade. Esse avanço faz parte de uma discussão mais ampla sobre mobilidade, “uma das pautas mais importantes que temos hoje no Brasil”, acrescenta ela. “Precisamos discutir o direito de ir e vir e trazer para a mesa todos os atores que atuam com mobilidade urbana”, afirma. “Na esteira desse cenário, nós precisamos ter um novo olhar sobre a locação de veículos e considerar que as empresas do setor podem se tornar participantes ativas das cidades inteligentes. É preciso entender como elas podem ser incorporadas à integração de modais, bem como também avaliar o efeito de outras contribuições, como a descarbonização”, finaliza a CEO da Necta. Demanda por transporte: grandes cidades precisam conciliar modais Confira a entrevista completa com a Paula Faria no canal @ablabrasil no YouTube. 0:50 / 2:50 HD
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