21 “Os anos de 2022 e 2023 foram os mais fortes até aqui em termos de aquisição de implementos por parte das locadoras, depois houve um arrefecimento nas vendas. As altas taxas de juros praticadas acabam influenciando na decisão de renovação e ampliação de frota. Porém, para os próximos anos, acreditamos que as compras de implementos por parte das locadoras voltem a ter crescimento significativo, ainda que não atinjam os patamares de 22 e 23”, relata José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR, a associação do setor. Instabilidade também tem marcado o crescimento da indústria de implementos rodoviários de forma geral, mas o último balanço divulgado pela associação do setor, a ANFIR, é positivo. Em março, foram comercializadas 12.211 unidades no país, ante 9.870 em fevereiro, o que representa crescimento de 23,7%. José Carlos, da ANFIR, acredita que a atividade se beneficiou do bom momento do agronegócio e dos efeitos do Move Brasil, programa cuja continuidade ele defende. “A renovação do Move Brasil será um importante para quando a demanda originada pelo agronegócio arrefecer, por ser um fato sazonal”, afirma o dirigente. Move Brasil continua – No final de abril, com efeito, o governo federal anunciou, por meio do BNDES, a continuidade do programa, que consiste numa linha de crédito destinada a transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas associadas a cooperativas de transporte rodoviário de cargas, e empresários individuais ou pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas ou de passageiros. A princípio, o Move Brasil só financiava caminhões, mas agora passará a custear também gastos na aquisição de ônibus, micro-ônibus e, inclusive, implementos rodoviários. O orçamento dedicado ao programa é de R$ 21,2 bilhões. O setor deverá se beneficiar da ampliação do escopo do programa Move Brasil
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