Ordenamentos jurídicos impactam a atividade das locadoras ANO XIII | #127 | 2026 | JULHO • AGOSTO Mais saúde e segurança no trabalho 12 Nota fiscal das locadoras na reforma 14 Novidades na Expo ABLA 07 Em busca de entendimento para o IPVA 10 TODOS DE OLHO NA LEGISLAÇÃO
2 CONSELHO GESTOR Marco Aurélio Gonçalves Nazaré, presidente Paulo Miguel Jr., vice-presidente Dirley Ricci, Lívia Cravo de Villar, Luciano Miranda Chagas, Luiz Felipe Nemer, Lusirlei Albertini, Milad Kalume Neto (independente) e Tércio Gritsch. CONSELHO GESTOR (SUPLENTES) Eduardo Ignácio, Eládio Paniagua Jr, Jacqueline Moraes de Mello, Saulo Tomaz Froes. CONSELHO FISCAL Alvani Laurindo, Claudio Rigolino, Paulo Bonilha Jr. CONSELHO FISCAL (SUPLENTE) Daniel Bittencourt, Maria Helena Teixeira Lima CONSELHO DE EX-PRESIDENTES Adriano Donizelli, Paulo Gaba Junior e Paulo Nemer. DIRETORA EXECUTIVA Francine Evelyn EXPEDIENTE CURTA NOSSA PÁGINA FACEBOOK.COM/ABLABRASIL INSCREVA-SE NO YOUTUBE @ABLABRASIL SIGA NO INSTAGRAM @ABLABRASIL SIGA-NOS NO X X.COM/ABLA_BR COORDENAÇÃO GERAL Francine Evelyn, Olivo Pucci e Paulo Miguel Jr. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS LOCADORAS DE AUTOMÓVEIS – ABLA www.abla.com.br / email: abla@abla.com.br São Paulo: Rua Estela, 515 – Bloco A – 5º andar CEP 04011-904 – (11) 5087.4100. Brasília: SAUS Quadra 1 – Bloco J – edifício CNT sala 510 – 5º andar – Torre A – CEP 70070-010 (61) 3225-6728. COORDENAÇÃO EDITORIAL Em Foco Comunicação Estratégica E-mail: revista@abla.com.br | (11)3819-3031 Editor: Nelson Lourenço [MTB 22.899] Textos: Carolina Maia, Aurea Figueira, Nelson Lourenço e Roberto Maia www.agenciaemfoco.com.br ARTE Ricardo Villar Martins A Revista Locação não se responsabiliza pelas opiniões emitidas nos artigos assinados. Permitida a reprodução das matérias, desde que citada a fonte. Fotos: Freepik, exceto quando mencionado
3 RESILIÊNCIA E OPORTUNIDADES Começa o segundo semestre e a euforia com os grandes eventos esportivos reacende entre todos nós o sentimento de que é preciso acreditar – em nosso país, em nosso ambiente econômico e em nós mesmos. A resiliência das locadoras de veículos é um comportamento próprio dos grandes competidores. Em um mercado altamente acirrado pela concorrência, as empresas do setor demonstram a cada dia que a rápida adaptação aos humores do mundo dos negócios é uma de suas mais marcantes características. Esse sentimento de superar obstáculos e buscar oportunidades, mesmo num cenário que pode parecer adverso, esteve presente no Fórum Jurídico ABLA & FENALOC, que as entidades promoveram de maneira conjunta. Há uma série de mudanças e implicações de ordem legislativa e tributária no horizonte, e elas trazem para o setor novas preocupações. No entanto, a disposição de enfrentar esses desafios com dedicação, disciplina – e, principalmente, informação qualificada – acaba prevalecendo. É com esse espírito que a ABLA prepara para seus associados um segundo semestre repleto de atividades que reforçam seu compromisso com a evolução do setor de locação. O destaque será a EXPO ABLA, que acontecerá nos dias 28 e 29 de outubro, em São Paulo. A grade com a programação já está disponível no site do evento, que se consolida como o maior encontro de negócios e troca de experiências dedicado às locadoras na América Latina. É um convite para olharmos em direção ao futuro e nos enxergamos lá na frente, colhendo frutos e saboreando novas conquistas. Boa leitura! EDITORIAL Francine Evelyn, diretora executiva da ABLA
4 TRABALHO Entrada em vigor da norma NR1 impacta locadoras TRIBUTÁRIA Nota fiscal da reforma tributária: o que fazer agora? GESTÃO Expandindo o tíquete médio SERVIÇO Locação para além dos lugares habituais REGIONAL Manaus sedia eventos importantes do setor BRASIL VIAGEM Para desbravar Altamira, município do tamanho de um país POR DENTRO Mercado de elétricos e seus veículos de entrada FIM DE PAPO Locadoras e o público 60+ NA FRENTE Recorde de público no Fórum Jurídico ENTREVISTA Marcelo Romanelli esclarece pontos sobre o IPVA das locadoras 06 10 12 16 Clique nos números para ser direcionado para a página correspondente. 18 23 29 31 26 CAPA Ordenamentos jurídicos 08 14
5 Bradesco Financiamentos. Condições especiais para renovar a sua frota. Especialmente, se você for associado ABLA.
6 NA FRENTE RECORDE DE PÚBLICO Fórum Jurídico ABLA & FENALOC recebe associados de todo o país em SP Com patrocínio da Confederação Nacional do Transporte (CNT), a ABLA e a FENALOC realizaram no dia 11 de junho em São Paulo o 11º Fórum Jurídico do Setor de Locação de Veículos. O evento registrou recorde de público entre as locadoras, com inscritos vindos de todo o país, e recebeu muitos elogios dos participantes, graças à programação qualificada e atualizada, com a apresentação de especialistas de alto calibre. Os assuntos atuais de maior impacto na gestão e operação das empresas foram expostos e debatidos. Regionais da ABLA tiveram participação ativa (na foto, Presley Medeiros, do Mato Grosso) Marco Aurélio Nazaré e Luiz Felipe Nemer, presidentes da ABLA e da FENALOC Paulo Miguel coordenou o painel sobre responsabilidade civil Network durante o almoço e Coffee Break Adriano Castro: mudanças podem ser uma oportunidade
7 “O Fórum Jurídico se consolidou como mais um momento importante para que as locadoras possam entender, juntas, as mudanças que estão enfrentando”, afirmou a diretora-executiva da ABLA, Francine Evelyn, na abertura dos trabalhos. O presidente da entidade, Marco Aurélio Nazaré, também ressaltou o êxito da iniciativa da ABLA. “Foi certamente a melhor edição do Fórum Jurídico até aqui, com temas de impacto e de interesse imediato das locadoras, o que proporcionou termos um grande público durante o evento. Vem aí a EXPO ABLA Já está disponível no site da EXPO ABLA (www.expoabla.com) a programação inicial do evento, que será realizado nos dias 28 e 29 de outubro de 2026, no São Paulo Expo, capital paulista. Após o sucesso da edição anterior, a EXPO ABLA se consolida como o maior encontro do setor de locação de veículos da América Latina. Em 2026, o evento reunirá os principais agentes da cadeia de locação de veículos em um ambiente voltado à apresentação de soluções, à geração de negócios e à discussão dos temas que influenciam o desenvolvimento do setor no Brasil. “A EXPO se tornou o grande palco de mercado de locação, conectando expositores e locadoras. Nosso desafio este ano será trazer mais novidades e garantir uma experiência impactante para os participantes do evento, que vêm de todas as regiões do país”, afirma a diretora-executiva da ABLA, Francine Evelyn, que também é responsável pela comercialização e operacionalização do evento. “Saímos daqui muito felizes não apenas com o sucesso do Fórum, mas com a certeza de que o fortalecimento do nosso setor passa pela união de suas entidades representativas. A realização desse evento conjunto comprova essa visão de futuro”, completou o presidente da FENALOC, Luiz Felipe Nemer, ao encerrar as atividades. A próxima edição do evento volta a ser realizada em 2027.
8 CAPA Comece a observar o cenário dos negócios por uma lente ampla. Separe o Brasil do resto do mundo. Aqui, encontramos um dos ambientes mais complexos do planeta para empreender. Agora faça um novo recorte e destaque o setor de locação de veículos: você terá um dos nichos mais competitivos que se possa encontrar no país – com recompensas financeiras e muitas oportunidades, é verdade, mas também com muitas demandas, que exigem grande dedicação. Assim como outros setores, a locação de veículos tem entre seus “complicadores” as obrigações com a legislação e o sistema tributário. E o custo de acompanhar as mudanças nessas áreas não é pequeno. A ORDEM É SE ATUALIZAR NR1, reforma tributária, atualizações de leis e novos ordenamentos jurídicos trazem diferentes impactos ao setor Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e de Tributação (IBPT), as despesas das empresas para estarem em dia com toda a legislação nacional, estadual e municipal chega a R$ 50 bilhões ao ano. Calcula-se que para cumprir com todas as disposições legais, uma empresa precisa observar mais de 3.600 normas. Juntos, elas somam mais de 40 mil artigos. Considerando que o mercado de locação se expande ano após ano, é apropriado dizer que, mesmo com todos esses números, as empresas do setor têm respondido à altura, com resiliência, adaptando-se rapidamente às mudanças legislativas. De acordo com o último Anuário ABLA, o número de empresas de locação de veículos ativas subiu 17,7% no
9 último ano, com as locadoras pagando R$ 7,8 bilhões em impostos diretos, 16,4% a mais do que o exercício anterior, além dos tributos incidentes sobre a aquisição de veículos. Há quem defenda que por trás de cada nova exigência o empresário possa encontrar também oportunidades. “O lucro pode estar nos detalhes”, afirmou o advogado Adriano Castro, assessor jurídico da ABLA e da FENALOC, durante o último Fórum Jurídico organizado pelas duas entidades. Para ele, em vez de lamentar e até mesmo se desesperar diante de tanta mudança no campo das leis e tributos, o empresário de locação deve ter uma atitude positiva e avaliar se essas transformações não podem trazer também benefícios, que mereçam ser contemplados no planejamento da empresa. “A mudança será sempre uma certeza, não apenas nos negócios, mas também na vida. Podemos extrair dessas reviravoltas ensinamentos que nos tornam mais fortes”, completa. Reforma tributária Exemplo dessa visão, considera Adriano, é a transição da reforma tributária. Sabe-se que ela vai trazer a cobrança de impostos que as locadoras não recolhiam até aqui. Outros encargos, como o ICMS, deixarão de existir, sendo substituídos pelo novo IBS/CBS. Mas há também compensações na nova legislação que devem ser consideradas, em busca de um equilíbrio. As locadoras terão direito a créditos e restituições. Nessa transição, alguns procedimentos já causam dúvida entre as empresas, como a emissão de nota fiscal de acordo com novos padrões previstos na reforma. “Uma das maneiras mais seguras de se informar corretamente e acompanhar todas essas mudanças é acessar os canais da ABLA dedicados ao assunto”, aconselha o advogado Rafael Reis, do escritório Rocha & Rocha. O presidente da entidade, Marco Aurélio Nazaré, ressalta o compromisso que a ABLA tem de estar ao lado de seus associados no entendimento de todos os impactos que a reforma tributária trará ao setor. “Todo tema que venha afetar as empresas será sempre uma prioridade para a associação”, completa ele. Além de aspectos mais imediatos da reforma tributária, o recém-realizado Fórum Jurídico ABLA & FENALOC tratou de vários outros temas importantes para o setor de locação, como o IPVA e as exigências da norma NR-1, que trata de segurança e saúde nas relações de trabalho. Nas próximas páginas, vamos tratar desses assuntos, começando pela entrevista a seguir. Público no Fórum ABLA & FENALOC: passado o evento, os canais da ABLA prosseguem à disposição dos associados
10 ENTREVISTA EM BUSCA DE ENTENDIMENTO SOBRE O IPVA O advogado Marcelo Romanelli esclarece pontos sobre esse tributo que todas as locadoras devem recolher Até quando o IPVA estará no centro de guerras fiscais, trazendo incerteza para as locadoras? O IPVA para veículos de locadoras costuma ter alíquotas diferenciadas, variando entre 1% e 0,5% do valor venal do carro, dependendo do estado. Em São Paulo, por exemplo, a alíquota é de 1% para empresas cadastradas. A responsabilidade pelo pagamento é sempre da empresa locadora. Para muitos especialistas, a polêmica que muitas vezes ressurge com a diferença de cobrança entre estados e a bitributação tem como origem a própria criação do IPVA. Advogado-sócio do escritório APA Advocacia Estratégica, Marcelo Romanelli explica que o IPVA é o único imposto sem normas gerais em lei complementar, uma vez que o Código Tributário Nacional é de 1966), portanto anterior à criação do imposto, em 1985. Dessa forma, o CTN não disciplina o IPVA. Nesta entrevista, Marcelo esclarece outros pontos importantes sobre o imposto. Locação: Qual a origem das polêmicas a respeito do IPVA? Marcelo Romanelli: Existe um conflito entre as diversas legislações do país que disciplinam o IPVA, principalmente em função da ausência de uma Lei Complementar que estabeleça parâmetros objetivos de observância obrigatória para os Estados e para o Distrito Federal. Na ausência de normas gerais, os estados legislam com competência plena, daí a multiplicidade de leis. Assim, a guerra fiscal decorre da autonomia dos estados para fixar alíquotas e a ausência de definição constitucional do critério espacial, ou seja,
11 existe uma lacuna em relação a qual estado é competente pela arrecadação. Locação: A polêmica sobre o local de cobrança do IPVA já foi resolvida? Marcelo Romanelli: Essa é uma das discussões que perdurou por muito tempo foi se a cobrança seria feita na sede da empresa ou no local da prestação de serviços. O STF decidiu que o IPVA deve ser cobrado no domicílio do contribuinte, ou seja, na sede. Mas cada estado pode vir a ter interesse em atrair as locadoras e, assim, poder cobrar o IPVA de suas frotas. É mais um motivo para a guerra fiscal. Locação: A bitributação do IPVA é um risco para as locadoras? Marcelo Romanelli: Ela é um risco, justamente pela possibilidade da criação de leis estaduais que incorram nessa bitributação, ainda que venham de encontro ao que o STF já decidiu. Houve episódios, inclusive, que os estados começaram a autuar os contribuintes, configurando a bitributação. Locação: A chegada dos veículos elétricos altera a situação do IPVA? Marcelo Romanelli: Sim, uma vez que muitos estados hoje dão benefícios aos proprietários desses veículos por conta de não usarem combustível fóssil. Isso acende uma nova discussão sobre o IPVA e abre espaço para uma nova guerra fiscal. A expectativa é que essa questão venha ser resolvida por meio de ações de inconstitucionalidade ou até mesmo com a reforma tributária. Confira um pouco mais sobre a análise de nosso entrevistado no canal da ABLA no YouTube. Acesse a entrevista 0:50 / 2:50 HD
12 Obrigatória para todas as empresas que possuem funcionários contratados pelo regime CLT, a NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), que estabelece as diretrizes gerais de saúde e segurança no trabalho, foi ampliada e estabeleceu novas práticas a serem adotadas pelo empregador. Uma das mudanças é a exigência do mapeamento e a prevenção de riscos à saúde mental, como o burnout (exaustão física e mental provocada pelo excesso de trabalho). Na prática, isso significa que as empresas terão agora mais um mapeamento de riscos à saúde de seus colaboradores. A inclusão desse acompanhamento é uma medida elogiada TRABALHO AMPLIAÇÃO DA NORMA NR1 IMPACTA LOCADORAS Empresas devem incluir a prevenção de riscos à saúde mental ao seu mapeamento da saúde e segurança dos colaboradores Cuidar da mente: novas diretrizes da NR1 vieram para evitar riscos psicossociais no trabalho
13 pelos especialistas em saúde e segurança do trabalho. Segundo dados do Ministério da Previdência Social, o Brasil teve no ano passado 546 mil afastamentos de funcionários causados por transtornos mentais, um crescimento de 15,7% em relação ao ano anterior. Esse tipo de ocorrência já responde por um a cada quatro casos de afastamentos no trabalho. “Essa é uma tendência mundial. E as mulheres costumam ser as mais afetadas”, comenta o coordenador de saúde e segurança no trabalho do Sest Senat, Wanderson Carvalho. Como representante da CNT (Confederação Nacional do Transporte), ele participou da comissão tripartite que discutiu o assunto antes da revisão e atualização da NR-1. Recentemente, esteve no Fórum Jurídico ABLA & FENALOC para falar com as locadoras. Wanderson esclareceu que hoje a NR1 tem um novo manual, mais robusto, que já está disponível para as empresas. “Com isso, a NR1 amplia o gerenciamento de riscos já existente e passa a contemplar fatores psicossociais relacionados ao trabalho”, explica ele. O Guia de Informações sobre Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, traz todos os tipos de fatores possíveis de causarem o afastamento com origem em transtornos mentais, tais como o assédio e a sobrecarga de trabalho. “Avaliar esses riscos psicossociais é, de fato, o maior desafio para o gestor nesse momento. É necessário ler com atenção o guia e o manual disponibilizados pelo ministério”, aconselha Wanderson. O passo a passo começa com a revisão do PGR (Plano de Gerenciamento de Riscos), documento obrigatório da NR-1. A segunda revisão é a da Análise Ergonômica Preliminar, que precisa agora contemplar os riscos psicossociais. Deve-se também assegurar a conformidade das práticas da empresa com a NR-17, que trata das condições de ergonomia no trabalho. A partir dessas informações e o reconhecimento dos riscos, recomenda-se capacitar lideranças que vão gerir, incentivar e disseminar a prevenção. Ao final desse processo, a empresa estará apta para definir as medidas cabíveis, prazos e indicadores que irão compor seu plano de ação. Wanderson alerta para que as empresas não se comprometam e assumam custos causados por desinformação. “A norma não exige a contratação de um psicólogo, nem contratação de pesquisa de clima”, finaliza. Wanderson: é hora de revisar o PGR obrigatório
14 TRIBUTÁRIA NOTA FISCAL: O QUE NÃO FAZER AGORA Setor de locação ainda não possui um código específico para declarar imposto conforme o novo modelo de NF, a ser adotado na transição da reforma tributária, a partir de agosto Começou a fase de transição da reforma tributária. Hora de as empresas já se planejarem para as adaptações ao novo sistema. Entretando, é preciso cautela. Nem todas as mudanças agora são aplicáveis para o setor de locação. Entre as locadoras, ainda há uma série de dúvidas. A principal delas nesse momento é: preciso emitir nota fiscal nos novos moldes propostos pela reforma? Para as empresas que já se anteciparam ou pensam em se antecipar e estão dispostas a fazer essa emissão, a recomendação é: aguarde. Durante o Fórum Jurídico ABLA & FENALOC, o advogado Rafael Reis, da assessoria jurídica da ABLA e escritório Rocha & Rocha Advogados, esclareceu alguns tópicos e foi incisivo: Rafael Reis, do escritório de advocacia Rocha & Rocha; e Kaleandra Lima, do Grupo Mobility
15 “Em nosso entendimento, hoje a emissão dessa nota por parte das locadoras não é obrigatória”, afirmou ele. Segundo ele, o início da emissão da nota fiscal conforme novos padrões e modelos da reforma tributário começa, de fato, em 1º de agosto. Mas para cumprir essa obrigação, é necessário que os campos técnicos da NF estejam disponíveis para preenchimento, o que não acontece para a atividade das locadoras (locações de bens móveis). Esses campos ainda não existem no sistema e não há data prevista para a sua implantação. “Ocorre que algumas locadoras estão se baseando na Nota Técnica 005/2025, que atualiza o leiaute nacional da nota fiscal eletrônica e traz, como novidade, a inclusão de grupos de dados específicos para recolhimento do IBS e da CBS, os novos tributos da reforma. Porém, em uma norma técnica posterior, a NT 007/2025, está explícito que não existe ainda um código na plataforma do governo para a locação”, esclarece Rafael. E o que acontece com a locadora que emitir nota fiscal com o código indevido? “Essa emissão será um equívoco. A empresa entrará no código de outros serviços sem incidência de ISS, o que não é o caso da locação. Estará sujeita, inclusive, à fiscalização do Fisco estadual. Nada garante que essa fiscalização seja automática, mas existe essa possibilidade”, resume o advogado. “Nossa recomendação é que as locadoras aguardem o término da implementação do portal da nota fiscal, que é de responsabilidade da Receita Federal e do comitê gestor da reforma tributária. Nenhuma empresa será punida diante da impossibilidade de emitir a nota fiscal, em função de eventuais atrasos no calendário de implementação”, enfatiza Rafael. Rafael Reis: prazos da reforma tributária geram dúvidas Para ter ainda mais informações o assunto tratado nessa matéria, confira a participação do Rafael no canal da ABLA no YouTube. Acesse a entrevista 0:50 / 2:50 HD
16 Olhe ao redor. Uma locadora é um lugar onde muitas experiências podem acontecer, para além do aluguel de veículos. Cobrança de TAGs, proteção contra roubos, furtos e acidentes, reparo de pneus, reparo de vidros e telemetria são apenas algumas das possibilidades que o negócio de locação permite realizar e que acaba revertendo em um maior tíquete médio para as empresas do setor. Em outras palavras, a locação do veículo pode ser o ponto de partida para que outros produtos sejam incorporados ao pagamento pelos serviços prestados. Esse ganho pode ser obtido a partir de diferentes estratégias. Nos casos citados acima, como a proteção contra roubos, furtos e acidentes, os especialistas classificam a prática como cross-sell, ou seja, a sugestão de itens complementares ao produto contratado. O cross-sell é uma das estratégias mais utilizadas no varejo digital e físico porque aumenta o tíquete médio de forma natural. Algumas dessas técnicas são quase automáticas: vá até uma loja de calçados e compre um tênis novo. O vendedor muito provavelmente vai lhe oferecer um par de meias. A proteção que já mencionamos também é uma oferta comum na venda, por exemplo, de eletrodomésticos. Na venda digital, os marketplaces fazem uso do cross-sell o tempo todo, ao UM CLIENTE, VÁRIAS POSSIBILIDADES Aumento do tíquete médio é alternativa para incrementar os negócios na locadora Oferta na mão: com produtos complementares, a locadora pode ampliar seu tíquete médio GESTÃO
17 anunciarem: “clientes que adquiriram o produto X também levaram o produto Y.” Outra virtude do cross-sell é melhorar a experiência do cliente. Se o cliente no momento de fechar a locação opta por um modelo superior ou com configuração mais completa, temos um exemplo de upsell. Para as locadoras, essa abordagem faz muito sentido. O cliente certamente ficará sensibilizado com a possibilidade de ter mais conforto em sua locação. Outras ações para expandir o tíquete médio incluem os combos (alugue e ganhe desconto na aquisição de outro serviço) e as metas progressivas (ao atingir uma compra igual ou acima de um valor estipulado, o cliente passa a ter direito a algum benefício ou brinde). Não esqueça de atrelar essas ações ao histórico de compras do cliente. As decisões passadas podem revelar que tipo de oferta será mais bem-recebida no futuro. O aumento do tíquete médio deve acontecer de maneira natural, alinhada à experiência do cliente. Por isso, atenção às promoções “furadas” ou comportamentos insistentes que não apenas deixam de elevar o tíquete médio, como ainda podem afastar o cliente e reduzir vendas. Ofertas excessivas de produtos ou combos sem vantagem real são alguns desses erros a serem evitados. Serviços podem melhorar a experiência do cliente
18 LOCADORAS AMPLIAM PRESENÇA EM BUSCA DE NOVOS CLIENTES Expansão para shoppings, supermercados e outros polos comerciais acompanha mudanças no comportamento do consumidor e reforça a diversificação do setor Fechando negócio: localização e ambiente das lojas são cada vez mais diversificados SERVIÇO O mercado brasileiro de locação de veículos atravessa uma fase de transformação que vai além do aumento da demanda. O crescimento do setor, aliado à mudança nos hábitos de consumo, leva as empresas a ampliar sua presença em áreas urbanas e ocupar espaços antes pouco explorados, como shopping centers, hipermercados, rodoviárias e outros polos comerciais. A estratégia acompanha a consolidação do aluguel de veículos como um serviço de uso cotidiano. Se antes o segmento atendia principalmente turistas e viajantes de negócios, agora também conquista consumidores que
19 buscam alternativas ao carro próprio, utilizam modelos por assinatura ou precisam de um veículo apenas em ocasiões específicas. O avanço do mercado reforça esse cenário. Segundo o Anuário ABLA, o setor registrou faturamento recorde de R$ 61,7 bilhões em 2025, alta de 16,6% sobre o ano anterior. Os números refletem não apenas a expansão da locação, mas também a diversificação das atividades das empresas. Para Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail e consultor e conselheiro de empresas do varejo, as locadoras passaram por uma mudança estrutural. “O negócio de locadora de veículos foi evoluindo. Ele se tornou um negócio diversificado. Assim, elas podem ser consideradas efetivamente varejo de produto. Também oferecem assinatura e atendem um cliente que não é mais apenas o turista, mas também quem utiliza o carro de forma ocasional”, afirma. Essa transformação altera a forma como as empresas escolhem seus pontos de atendimento. Em vez de depender quase exclusivamente dos aeroportos, as locadoras buscam locais próximos da rotina dos consumidores. Para o especialista, a digitalização também favorece esse movimento. “As jornadas nessa categoria estão mudando. A relação com a locadora também mudou. Muitas etapas acontecem hoje pelo aplicativo. Em alguns casos, o cliente faz toda a locação e retira o veículo sem falar com ninguém”, observa Serrentino. Nesse contexto, os shopping centers ganham relevância como plataformas de serviços. Além do fluxo constante de visitantes, oferecem estacionamento, segurança e infraestrutura compatível com a operação das locadoras. “O shopping é um destino cada vez mais diversificado para compras, gastronomia, lazer e serviços. Faz sentido para os empreendimentos receberem novas categorias de operações e faz sentido para as locadoras testarem novos perfis de localização”, diz o consultor. Segundo Serrentino, essa estratégia acompanha uma tendência já observada em mercados internacionais. “Na Europa existem muitos shoppings com bases de locadoras. No Brasil, elas também estão criando lojas dentro das cidades, não apenas nos aeroportos, tanto para venda de seminovos quanto para locação”, conclui. A expansão para novos espaços comerciais indica que a disputa das locadoras deixou de se concentrar apenas na frota ou no preço. Cada vez mais, conveniência, proximidade e integração entre canais físicos e digitais tornam-se fatores decisivos para conquistar novos consumidores e sustentar o crescimento do setor. Serrentino: busca de novos locais reflete modernização do setor
20 PUBLIEDITORIAL CHAVE NA MÃO DO CLIENTE E FREIO NAS FRAUDES DO SEU NEGÓCIO Datavalid oferece decodificação do QR Code da CNH para facilitar a identificação na hora de fechar contratos Seja no mundo online ou no balcão de atendimento, os golpes têm ganhado crescente sofisticação com o uso da inteligência artificial e deepfakes, causando prejuízos bilionários e um aumento significativo na frequência dessas fraudes. Uma validação de identidade robusta é essencial para mitigar esses riscos, protegendo tanto as organizações quanto seus clientes de potenciais ameaças financeiras e de reputação. Em resposta a essa realidade, o Serpro mantém o Datavalid como a principal solução de validação de identidade disponível no mercado. O produto, que já é utilizado por centenas de empresas, se tornou um verdadeiro ecos-
21 sistema que combina diversas modalidades de validação para aprimorar ainda mais os ambientes de negócio no mercado digital. São várias camadas de segurança otimizadas para organizações de qualquer tamanho ou segmento, mas que se encaixam perfeitamente no modelo de negócios das locadoras de veículos: reconhecimento biográfico e biométrico (facial e de impressões digitais), prova de vida e a decodificação do QR Code da CNH, que garante não apenas a autenticação do documento, mas ajuda na incorporação dos dados do cliente diretamente ao seu cadastro. Decodificação do QR Code da CNH Essa inovação é a capacidade de ler, decodificar e validar os dados do QR Code da CNH. Com essa funcionalidade, o Datavalid retorna o texto extraído da CNH pela decodificação do QR Code, já validado na base oficial do governo, de modo a garantir maior segurança, assertividade e celeridade no onboarding de clientes. Prova de vida com validação facial Para as transações online, a prova de vida com validação facial é uma importante tecnologia para assegurar checagem confiável da presença do usuário durante a captura facial no fluxo de validação, mitigando a falsa representação do usuário pelo uso indevido de sua imagem por terceiros. Isso aumenta a camada de prevenção à fraude de identidade. Validação individualizada das impressões digitais A validação biométrica de impressão digital também apresenta melhorias significativas em termos de acurácia e passa a ser individualizada por dedo. Ou seja, há um retorno de percentual de similaridade para cada uma das impressões digitais capturadas. A força do Datavalid O Datavalid é uma solução robusta que se destaca pela segurança e confiabilidade na validação de identidade digital, com acesso online e em tempo real a dados atualizados de bases oficiais por API. Certificado pelas normas internacionais ISO/IEC 27001 e ISO/IEC 27701, o sistema garante a segurança e privacidade das informações. A solução já é aplicada com sucesso em vários segmentos, como: • Bancos: facilita a abertura de contas e a contratação de produtos financeiros; • Varejo: reduz chargebacks, melhora programas de fidelidade e a oferta de empréstimos; • Aplicativos de transporte: validação de identidade de motoristas de forma rápida e segura; • Órgãos públicos: combate fraudes em processos de cadastramento; e • Locadoras e Seguradoras: simplifica o cadastro e as contratações. Para mais informações sobre como o Datavalid pode ajudar seu negócio a reduzir fraudes de identidade, ou se quiser realizar um teste gratuito, acesse a página do Datavalid na Loja Serpro.
22 Mais segurança no onboarding digital de clientes Saiba mais em: loja.serpro.gov.br/product/datavalid Faça validação biométrica com checagem de prova de vida Datavalid oferece um ecossistema de validação de identidade digital com segurança, confiabilidade e conformidade regulatória para o seu negócio e seus clientes.
23 REGIONAIS AMAZONAS COLOCA TRANSPORTE E MOBILIDADE EM DESTAQUE Durante uma semana, Manaus se tornou uma espécie de “capital brasileira da locação de veículos” A ABLA e a FENALOC marcaram presença em diferentes eventos em Manaus, transformando a cidade na “capital brasileira da mobilidade”. A capital amazonense recebeu a terceira edição da feira Transpoamazônia, a 42ª Assembleia da Câmara Internacional de Logística e Transportes (CIT) e o lançamento do Anuário Brasileiro do Setor de Locação de Veículos. A ABLA esteve representada por seu presidente, Marco Aurélio Nazaré; pelo vice Paulo Miguel Júnior; e pelo diretor da entidade no Abertura da Transpoamazônia: evento chega à terceira edição O vice-presidente da ABLA, Paulo Miguel, em sua apresentação no no Congresso da CIT
24 estado, Sidney Reche Galdeano Filho, junto às lideranças empresariais, autoridades públicas, especialistas nacionais e internacionais presentes a essa série de eventos. A 3ª edição da Transpoamazônia aconteceu no Centro de Convenções do Amazonas. “Tanto na feira, quanto no congresso, tivemos painéis de muita qualidade e ainda pudemos fortalecer a locação de veículos diante de líderes setoriais das áreas de infraestrutura e logística”, diz o presidente da ABLA, Marco Aurélio Nazaré. Em paralelo à Transpoamazônia, foi realizada a 42ª Assembleia da Câmara Internacional de Logística e Transportes (CIT), da qual ABLA e FENALOC são integrantes. “Temos tido participação cada vez mais ativa na CIT, inclusive com a divulgação de conteúdos inéditos sobre o mercado de aluguel de veículos no Brasil”, acrescenta o vice-presidente da ABLA, Paulo Miguel Júnior. A própria ABLA realizou também em Manaus a divulgação dos mais recentes resultados do setor de locação de veículos no Amazonas e no país. No evento, houve também um painel sobre os principais impactos da reforma tributária para locadoras. A apresentação foi conduzida por Ítalo Santana, do Grupo Mobility. Ainda na capital amazonense, ocorreu a reunião de diretoria da Confederação Nacional do Transporte (CNT), com as entidades do setor de locação participando das pautas referentes ao presente e ao futuro do setor de transportes no país. “Durante todos esses dias, Manaus realmente virou o centro dos debates sobre mobilidade, transporte e locação de veículos”, avalia o presidente da FENALOC, Luiz Felipe Nemer. “Sem dúvida, promovemos a integração institucional, estimulamos negócios e trocamos conhecimentos estratégicos para o desenvolvimento da locação na região e em todo o Brasil”, resumiu ele. Reunião de diretoria da CNT integrou a série de eventos Uniabla Talks sobre a Reforma Tributária reuniu profissionais de locadoras do Amazonas
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26 BRASIL VIAGEM ROAD TRIP POR ALTAMIRA REVELA PAISAGENS DA AMAZÔNIA BRASILEIRA Viajar de carro por Altamira, no Pará – o maior município brasileiro, com extensão que supera o tamanho de alguns países – significa percorrer mais de 159 mil quilômetros quadrados. O destino reúne rios, florestas, praias de água doce e áreas protegidas que tornam cada trecho da viagem uma experiência diferente. A cidade está a cerca de 800 quilômetros de Belém, uma viagem de aproximadamente 12 horas pela malha rodoviária paraense. Entre julho e novembro, durante o Verão Amazônico, as chuvas diminuem e o rio Xingu revela extensas praias fluviais. Além disso, as estradas oferecem melhores condições para quem deseja montar um roteiro com liberdade. Cidade está localizada na margem esquerda do rio Xingu Cacau em Medicilândia: estrela de um roteiro que mostra a produção de chocolate na região Maior município do Brasil convida viajantes a explorar rios, praias fluviais, cachoeiras, cacau e áreas preservadas em roteiros acessíveis de carro durante o Verão Amazônico.
27 Um dos passeios mais próximos segue pela Transamazônica (BR-230) até o município de Brasil Novo. O percurso tem cerca de 50 quilômetros e leva aproximadamente 50 minutos. Nas proximidades está o Sítio Ecológico Raízes do Xingu com 125 hectares de mata preservada, onde trilhas, cachoeiras e cavernas proporcionam contato direto com a floresta amazônica. Destaque para a Cachoeira da Planaltina, uma queda d’água de cerca de 30 metros que deságua em um lago de águas cristalinas. Outra sugestão é a Rota do Cacau ao Chocolate, em Medicilândia. O destino fica a cerca de 90 quilômetros de Altamira, com viagem de aproximadamente 1h20. O roteiro inclui propriedades rurais e fábricas artesanais, onde os visitantes acompanham o cultivo do cacau e a produção de chocolates elaborados com matéria-prima da própria Amazônia. O roteiro inclui, além de Altamira, os municípios de Anapu, Brasil Novo, Medicilândia e Uruará. Quem busca paisagens naturais pode seguir até a Volta Grande do Xingu. Dependendo do ponto escolhido, o trajeto varia entre 80 e 120 quilômetros, com tempo estimado entre 1h30 e 2h30. Durante a estação seca, bancos Praia do Massanori: uma das opções para curtir o verão amazônico Trapiche: estrutura comum para as embarcações Monumento indígena: herança que está presente no turismo da cidade Mirante na praça: a melhor vista de Altamira
28 de areia formam praias de água doce ideais para banho, passeios de barco e contemplação da biodiversidade. Para uma aventura ainda maior, o Parque Nacional da Serra do Pardo fica a aproximadamente 300 quilômetros de Altamira. O deslocamento leva entre cinco e seis horas e exige planejamento. Em compensação, o visitante encontra trilhas em uma das áreas mais preservadas da Amazônia. Ao longo da road trip, pequenas paradas na Transamazônica revelam comunidades, mirantes e cenários típicos da região. Dessa forma, Altamira oferece uma viagem que combina natureza, cultura e gastronomia, sempre com a liberdade que apenas o carro proporciona. BRASIL VIAGEM Praia da orla: vista para a floresta A pira olímpica tem 6,8 metros de altura e foi inaugurada no ano passado Praça da Independência, um dos pontos ecológicos da cidade
29 POR DENTRO OS ELÉTRICOS MAIS ACESSÍVEIS DAS MONTADORAS CHINESAS Três modelos que são carros de entrada para os clientes e também para as montadoras GAC AION UT Último dos três modelos desta página a ser lançado, o GAC Aion UT é um hatch elétrico de bom desempenho urbano, com motor de 204 cv. Assim como a maior parte dos modelos chineses que chegam até o mercado brasileiro, possui um painel digital bem equipado, com internet e acesso a várias funções. Disponível na versão de entrada e também na configuração Elite, equipada com bateria de 60 kWh. O hatch da GAC tem bom desempenho urbano Interior da versão Elite: painel digital bem equipado O bom nível de acabamento do modelo impressiona
30 POR DENTRO GEELY EX2 BYD DOLPHIN MINI O Geely chega ao Brasil para disputar o nicho de veículos elétricos de entrada Nas ruas: o BYD Dolphin Mini já se tornou um sucesso entre os brasileiros Veículo elétrico mais vendido no mercado chinês, o sucesso do Geely EX2 passa pelo seu desempenho urbano e boa relação custo-benefício. De acordo com a versão, o compacto pode oferecer itens exclusivos da categoria, como sistemas avançados de segurança (ADAS), câmera panorâmica de 540 graus, banco do motorista elétrico e teto com pintura contrastante. É equipado com motor elétrico com 116 cv de potência e 150 Nm de torque. De acordo com a montadora, o modelo possui autonomia de até 289 quilômetros. A produção local do modelo foi anunciada para começar ainda este ano. É o veículo elétrico mais vendido do Brasil, com motor de 75 cavalos e autonomia real entre 220 km e 280 km. Destaca-se pelo baixíssimo custo de rodagem e tecnologia
31 FIM DE PAPO Ao longo dos anos, acompanhando a evolução do turismo, passei a entender com clareza as expectativas do público 60+. Esse viajante não procura apenas um destino. Ele busca conforto, autonomia, segurança e a liberdade de aproveitar cada etapa do percurso. E o 60+ é o público que mais faz viagens de carro nos finais de semana. É justamente por isso que acredito no crescimento das viagens rodoviárias. Viajar de carro permite definir o próprio ritmo, incluir paradas inesperadas e descobrir atrações que, muitas POR QUE O PÚBLICO 60+ REDESCOBRIU O PRAZER DAS VIAGENS DE CARRO? Por Ana Carolina Kuwabara*
32 econômico e confortável. Já uma viagem com filhos e netos pede mais espaço para passageiros e bagagens, algo facilmente resolvido com um SUV ou uma minivan. Na minha visão, o turismo para o público 60+ continuará crescendo, impulsionado pela busca por experiências mais personalizadas. E, quando liberdade, praticidade e segurança caminham juntas, a viagem deixa de ser apenas um deslocamento para se transformar em uma lembrança construída desde o primeiro quilômetro. * Ana Carolina Kuwabara é publisher da revista Melhor Viagem 60+ e idealizadora do Expo Fórum de Turismo 60+ FIM DE PAPO vezes, ficam fora dos roteiros tradicionais. Para quem valoriza experiências, essa flexibilidade faz toda a diferença. Nesse cenário, vejo a locação de veículos como uma das escolhas mais acertadas. As locadoras oferecem carros novos, revisados e equipados com tecnologias que aumentam a segurança e o conforto. Além disso, o viajante conta com assistência durante todo o trajeto. Caso ocorra uma pane, um pneu furado ou qualquer outro imprevisto, basta acionar o suporte, reduzindo preocupações e evitando que um problema comprometa a viagem. Outro aspecto importante é a possibilidade de escolher o veículo mais adequado para cada ocasião. Um casal pode optar por um modelo
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