19 buscam alternativas ao carro próprio, utilizam modelos por assinatura ou precisam de um veículo apenas em ocasiões específicas. O avanço do mercado reforça esse cenário. Segundo o Anuário ABLA, o setor registrou faturamento recorde de R$ 61,7 bilhões em 2025, alta de 16,6% sobre o ano anterior. Os números refletem não apenas a expansão da locação, mas também a diversificação das atividades das empresas. Para Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail e consultor e conselheiro de empresas do varejo, as locadoras passaram por uma mudança estrutural. “O negócio de locadora de veículos foi evoluindo. Ele se tornou um negócio diversificado. Assim, elas podem ser consideradas efetivamente varejo de produto. Também oferecem assinatura e atendem um cliente que não é mais apenas o turista, mas também quem utiliza o carro de forma ocasional”, afirma. Essa transformação altera a forma como as empresas escolhem seus pontos de atendimento. Em vez de depender quase exclusivamente dos aeroportos, as locadoras buscam locais próximos da rotina dos consumidores. Para o especialista, a digitalização também favorece esse movimento. “As jornadas nessa categoria estão mudando. A relação com a locadora também mudou. Muitas etapas acontecem hoje pelo aplicativo. Em alguns casos, o cliente faz toda a locação e retira o veículo sem falar com ninguém”, observa Serrentino. Nesse contexto, os shopping centers ganham relevância como plataformas de serviços. Além do fluxo constante de visitantes, oferecem estacionamento, segurança e infraestrutura compatível com a operação das locadoras. “O shopping é um destino cada vez mais diversificado para compras, gastronomia, lazer e serviços. Faz sentido para os empreendimentos receberem novas categorias de operações e faz sentido para as locadoras testarem novos perfis de localização”, diz o consultor. Segundo Serrentino, essa estratégia acompanha uma tendência já observada em mercados internacionais. “Na Europa existem muitos shoppings com bases de locadoras. No Brasil, elas também estão criando lojas dentro das cidades, não apenas nos aeroportos, tanto para venda de seminovos quanto para locação”, conclui. A expansão para novos espaços comerciais indica que a disputa das locadoras deixou de se concentrar apenas na frota ou no preço. Cada vez mais, conveniência, proximidade e integração entre canais físicos e digitais tornam-se fatores decisivos para conquistar novos consumidores e sustentar o crescimento do setor. Serrentino: busca de novos locais reflete modernização do setor
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