Revista Locação 128

ANO XIII | #128 | 2026 | SETEMBRO • OUTUBRO Uma nova visão sobre as locadoras do futuro 34 Mentorias para locadoras na Expo ABLA 06 ABLA tem nova executiva regional para ES e RJ 26 Entenda tudo sobre os créditos na reforma tributária 22 Saiba mais sobre veículos e marcas confirmadas no principal evento do setor de locação de veículos da América Latina, em outubro O RONCO DOS MOTORES NA EXPO ABLA! 08 GWM BYD Fiat Jeep Leapmotor Peugeot GAC Renault ChevroletCitroën RAM Volkswagen Geely Hyundai Ford Mitsubishi Toyota Nissan

2 CONSELHO GESTOR Marco Aurélio Gonçalves Nazaré, presidente Paulo Miguel Jr., vice-presidente Dirley Ricci, Lívia Cravo de Villar, Luciano Miranda Chagas, Luiz Felipe Nemer, Lusirlei Albertini, Milad Kalume Neto (independente) e Tércio Gritsch. CONSELHO GESTOR (SUPLENTES) Eduardo Ignácio, Eládio Paniagua Jr, Jacqueline Moraes de Mello, Saulo Tomaz Froes. CONSELHO FISCAL Alvani Laurindo, Claudio Rigolino, Paulo Bonilha Jr. CONSELHO FISCAL (SUPLENTE) Daniel Bittencourt, Maria Helena Teixeira Lima CONSELHO DE EX-PRESIDENTES Adriano Donizelli, Paulo Gaba Junior e Paulo Nemer. DIRETORA EXECUTIVA Francine Evelyn EXPEDIENTE CURTA NOSSA PÁGINA FACEBOOK.COM/ABLABRASIL INSCREVA-SE NO YOUTUBE @ABLABRASIL SIGA NO INSTAGRAM @ABLABRASIL SIGA-NOS NO X X.COM/ABLA_BR COORDENAÇÃO GERAL Francine Evelyn, Olivo Pucci e Paulo Miguel Jr. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS LOCADORAS DE AUTOMÓVEIS – ABLA www.abla.com.br / email: abla@abla.com.br São Paulo: Rua Estela, 515 – Bloco A – 5º andar CEP 04011-904 – (11) 5087.4100. Brasília: SAUS Quadra 1 – Bloco J – edifício CNT sala 510 – 5º andar – Torre A – CEP 70070-010 (61) 3225-6728. COORDENAÇÃO EDITORIAL Em Foco Comunicação Estratégica E-mail: revista@abla.com.br | (11)3819-3031 Editor: Nelson Lourenço [MTB 22.899] Textos: Carolina Maia, Aurea Figueira e Nelson Lourenço www.agenciaemfoco.com.br ARTE Ricardo Villar Martins A Revista Locação não se responsabiliza pelas opiniões emitidas nos artigos assinados. Permitida a reprodução das matérias, desde que citada a fonte. Fotos: Freepik, exceto quando mencionado

3 PELA JANELA DE UM FIAT, A GENTE VIU A HISTÓRIA ACONTECER. Leo

4 PUBLI Serpro Pay TRIBUTÁRIA Nayane Coelho, diretora do grupo Mobility, trata de créditos gerados pela reforma. ENTREVISTA Roose Mendanha é a nova executiva regional da ABLA para o Rio de Janeiro e o Espírito Santo BRASIL VIAGEM Do Rio ao Espírito Santo. Ou vice-versa. Praia, montanha e experiência de primeira com carro alugado FIM DE PAPO Milad Kalume Neto escreve sobre as perspectivas futuras das locadoras NA FRENTE Eduardo Gianetti e Eugênio Mattar confirmados na programação da EXPO ABLA GESTÃO Diego Vidrio, diretor da Jato para a América Latina fala sobre custo total de propriedade (TCO) PARCERIA ALVESP, entidade dos lojistas de veículos em São Paulo, estreita relacionamento com a ABLA 06 16 18 20 22 26 29 34 Clique nos números para ser direcionado para a página correspondente. CAPA Os modelos que serão destaque na EXPO ABLA 08 GWM BYD Fiat Jeep Leapmotor Peugeot GAC Renault ChevroletCitroën RAM Volkswagen Geely Hyundai Ford Mitsubishi Toyota Nissan

5 Bradesco Financiamentos. Parceria com as melhores marcas para sua frota ter o melhor do mercado. Consulte as condições especiais para associados ABLA com seu Gerente de Financiamentos.

6 NA FRENTE O QUE PODE IMPACTAR AS LOCADORAS NOS PRÓXIMOS ANOS? Congresso traz Gianetti e Eugênio Mattar para apontar caminhos ao setor Além de abordar as principais transformações que vêm impactando a locação de veículos, a EXPO ABLA deste ano terá como uma de suas propostas tentar entender o que o futuro reserva para as empresas do setor. “Estamos ampliando o debate e trazendo para o evento conteúdo estratégico, que não apenas é aplicável no dia a dia da operação, mas principalmente busca vislumbrar o que as locadoras irão enfrentar nos próximos anos, não apenas no cenário econômico, mas também político”, explica a diretora executiva da ABLA, Francine Evelyn, responsável pela comercialização e operacionalização da EXPO. Sob essa perspectiva, dois nomes foram escolhidos a dedo para se apresentarem no evento: o professor Eduardo Gianetti e o empresário Eugênio Mattar. É a primeira vez que ambos protagonizam painéis na EXPO ABLA. Um dos mais respeitados estudiosos do país, Gianetti falará sobre “Cenário Econômico, Político e Automotivo”. Espera-se que ele aborde aspectos bastante atuais de cada um desses tópicos, inclusive com análises sobre o que esperar do novo presidente eleito do país (o segundo turno das eleições acontecerá exatamente no final de semana anterior à realização da EXPO). Para essa conversa, a ABLA também convidou o jornalista Daniel Rittner, da CNN, para a moderação. Sócio-fundador e atual presidente do Conselho de Administração da Localiza & Co., Eugênio Mattar apresentará o “Próximo Ciclo da Locação de Veículos”, com comentários sobre tendências e mudanças que podem vir a impactar a atividade. A moderação ficará a cargo do presidente da ABLA, Marco Aurélio Nazaré. Serviço EXPO ABLA 2026 28 e 29 de outubro São Paulo Expo – SP https://expoabla.com Eugênio Mattar será entrevistado pelo presidente da ABLA, Marco Aurélio Nazaré Eduardo Gianetti será o keynote speaker do congresso da EXPO ABLA

7 Evento trará mais oportunidades de qualificação e networking Francine: fortalecendo os relacionamentos A ABLA vai inaugurar na próxima EXPO uma atividade muito aguardada por seus associados: a Mentoria Expo. Inédita no evento, a experiência é voltada exclusivamente aos filiados da entidade e terá grupos reduzidos, vagas limitadas e foco na solução de questões práticas de empresários e profissionais do setor de locação. Um dos temas já definidos para as mentorias é a “Gestão que sustenta o resultado: os pilares de uma locadora eficiente”, que será ministrada pelo coordenador da UNIABLA, Leonardo Soares. Ele antecipa que vai levar à mentoria um pouco de sua experiência de mais de três décadas no setor. “São 33 anos ralando no balcão. Acordando de madrugada para trocar carro de cliente. Acertando e errando. Comprando, alugando, vendendo carro. Tendo carro levado por estelionatário. Correndo atrás de sinistro. Tomando prejuízo com multa. Agora é hora de compartilhar um pouco dos ensinamentos que essas situações acabaram me proporcionando ao longo desse tempo todo”, comenta ele. Além de gestão empresarial, as sessões de mentoria abordarão precificação, reforma tributária, inteligência artificial, eletrificação de frotas, mercado de seminovos e estratégias para preservação do valor dos veículos. Cada uma terá 60 minutos, com dois momentos: inicialmente, cada mentor fará a introdução objetiva sobre seu tema, com a maior parte do tempo então dedicada à interação com os inscritos. MENTORIAS E RODADAS DE NEGÓCIOS SERÃO NOVIDADES A diretora executiva da ABLA, Francine Evelyn, destaca ainda entre as novidades da EXPO as rodadas de negócios, momentos de aproximação entre os players do setor, que seguirá o modelo consagrado nos principais eventos internacionais. “O objetivo é aproximar ainda mais as locadoras dos fornecedores”, completa Francine. As inscrições para a EXPO ABLA 2026 estão abertas e podem ser realizadas no site oficial do evento (www.expoabla.com).

8 CAPA CARRÕES NA PISTA DA EXPO ABLA A maioria chegou este ano. Muitos são lançamentos bem recentes. Alguns já são sucesso de locação em todo o país. Veja a seguir quais são os modelos que estarão em alguns dos mais movimentados estandes da EXPO ABLA: os das montadoras. Este ano o evento bate recorde de participações de marcas. Já estão confirmadas: BYD, Chevrolet, GWM, Fiat, Jeep, Peugeot, Citroen, RAM, Leapmotor, Ford PRO, Volkswagen, GAC, Renault, Geely, Mitsubishi, Nissan, Hyundai e Toyota. Ainda na programação, no congresso da EXPO ABLA, vale a pena conferir o painel com a participação da Anfavea, ao lado de dirigentes da Fenabrave, Fenauto e ABVE (dia 28.10, às 11 horas). Confira a agenda e acelere! GWM Para todos os gostos CONFIRMADO A GWM terá na EXPO ABLA um modelo 100% elétrico, outro eletrificado e um terceiro com propulsão a diesel. Ora 5: primeiro SUV 100% elétrico da montadora, com autonomia de 450 quilômetros e 204 cv de potência Haval H6 GT: versão esportiva do modelo híbrido da marca, possui autonomia de 126 quilômetros apenas na alimentação 100% elétrica Haval H9 Selection: SUV de sete lugares combina motor 2.4 Turbo Diesel e tração 4x4

9 Chevrolet Sucessos de público CONFIRMADO A marca escolheu três de seus modelos com alto potencial de demanda entre as locadoras, como o Onix Log, uma boa opção para a terceirização de frotas. Sonic: novo SUV cupê compacto tem design expressivo e diferenciais como a calibração da suspensão elevada e a direção com assistência elétrica Onix Log: versão da linha 2027 desenvolvida para uso profissional, corporativo e de logística leve, com capacidade de carga de até 375 kg e elevada eficiência energética Captiva EV: com produção nacional a caminho, SUV elétrico foi pensado para a família

10 Com design arrojado e marcante, este SUV é um veterano que está sempre se renovando, como na nova versão Cross Black 4x4. A marca destaca a dirigibilidade, conforto, tecnologia e eficiência do carro, equipado com abertura e fechamento elétricos do porta-malas, carregador de smartphone por indução, rodas de liga-leve com novo design e acabamento adiamantado, entre outros diferenciais. Mitsubishi Eclipse Cross Nissan Kait CONFIRMADO Após estrear no Brasil em dezembro do ano passado, esse SUV compacto já está conquistando mercado em toda a América Latina. O Nissan Kait é espaçoso e confortável. Por fora, o design chama a atenção, com linhas arrojadas. O interior amplo conta com painel de instrumentos digital de sete polegadas, 100% personalizável. A conectividade é destaque com a multimídia de nove polegadas, disponível em duas versões. Linhas modernas e segurança são alguns dos apelos do modelo da Mitsubishi Interior com multimídia 12 polegadas e bancos dianteiros em couro, com aquecimento Todas as versões possuem rodas de liga leve aro 17, que recebem pneus 205/55 Um dos diferenciais é o painel, 100% personalizável

11 FALE COM A INFO: (31) 2533-2501 infosistemas.com.br

12 Renault Kwid Verson BlackMotion está a caminho Volkswagen Tukan AGUARDANDO TAMBÉM... Lançada em agosto, durante a última Festa do Peão, em Barretos, a picape ocupará posição intermediária na linha VW, entre a Amarok e a Saveiro. Fiat Fastback BlackMotion O SUV coupé ganhou recentemente nova versão, a Smart Drive. Outra versão especial, a BlackMotion (foto), tem estreia marcada para setembro. Com a Tukan, a VW completa sua linha de picapes CONFIRMADO O Novo Renault Kwid reforça a proposta de ser uma opção eficiente e prática para a mobilidade urbana, combinando baixo consumo, dimensões compactas e facilidade de condução no dia a dia. Destaque para a segurança: conta ainda com oito sistemas avançados de assistência à condução (ADAS), ampliando a proteção e a conveniência ao volante. Novo Kwid: foco em economia, conectividade, segurança e praticidade Modelo tem central multimídia de 10,1” com Android Auto e Apple CarPlay sem fio

13 BYD Song Pro Flex AGUARDANDO TAMBÉM... Com motorização híbrida flex, foi apresentado recentemente com a proposta de facilitar a escolha do condutor para rodar com eletricidade, álcool ou gasolina. Citroen Basalt GAC GS9 Geely EX 5 elétrico A marca aposta na versão topo de gama Dark Edition do modelo, com interior escurecido e visual esportivo. Lançada em agosto, é uma SUV de grande porte híbrida plug-in, com 500 cv de potência. SUV médio 100% elétrico com 218 cv de potência e autonomia de cerca de 413 quilômetros. Carroceria alongada e novas cores estão entre as novidades do Basalt A GAC GSP possui autonomia elétrica de 114 quilômetros Modelo ganhou novas cores internas Novo modelo BYD: flex equipado

14 Jeep Avenger! AGUARDANDO TAMBÉM... O novo modelo da marca chega em três versões, todas com transmissão automática e motorização híbrida MHEV de 12V e mais motor turbo T200 Leapmotor B10 Ultra Híbrido Peugeot 208 Rally 4 RAM Rampage Rebel Ignition Apresentado em agosto, tem motorização elétrica de tecnologia REEV, que permite escolher entre recarregar o carro ou reabastecer (a única função do motor a combustão é ser gerador de eletricidade). Exibida pela primeira vez em agosto, no Festival de Interlagos, é uma versão com visual diferenciado, chassi rebaixado e motor 1.2 turbo de 212 cv. Também apresentada no Festival de Interlagos, em agosto, é uma série especial, limitada a apenas 400 unidades numeradas. Novidade estreou em agosto, com a promessa de honrar o espírito aventureiro da marca Novo SUV promete eliminar a ansiedade por autonomia Competitivo: modelo entrega potência, eficiência e robustez A cor metálica azul foi escolhida especialmente para o lançamento do modelo

15 Ford Pro Linha Transit Hyundai HB20 AGUARDANDO TAMBÉM... A linha Transit reúne várias opções de veículos comerciais versáteis, com tamanhos e configurações indicadas para a locação entre empresas transportadoras, como o E-Transit Furgão (na foto). Ainda este ano, deve chegar a Transit City, nova van elétrica da marca. Sucesso entre as frotas, o hatch é sinônimo de confiabilidade e baixo custo de manutenção. A linha 2027 está mantida nas versões Comfort, Limited e Platinum, com opções de motor 1.0 aspirado ou 1.0 turbo de três cilindros. Toyota RAV4 Híbrida Plug-in (PHEV) XSE Segundo a marca, essa versão inédita do RAV4 é a configuração mais potente já comercializada do modelo no mercado brasileiro. O conjunto motriz combina o motor 2.5L Dual VVT-i 16V DOHC, que entrega 189 cv e 24,2 kgfm de torque, a três motores elétricos, responsáveis por 206 cv no eixo dianteiro e 55 cv no traseiro. GWM BYD Fiat Jeep Leapmotor Peugeot GAC Renault ChevroletCitroën RAM Volkswagen Geely Hyundai Ford Mitsubishi Toyota Nissan

16 Entre os diversos aspectos a serem considerados na gestão de frota, há um conceito que se sobressai. O chamado ´Custo Total de Propriedade´ (TCO – em inglês, Total Cost of Ownership) de um veículo é a soma de todos os gastos gerados por esse veículo durante o período em que você o possui. É o valor real de ter e usar um carro ao longo do tempo. GESTÃO A IMPORTÂNCIA DE CALCULAR O TCO Custo Total de Propriedade traz os dados a serem considerados na decisão de compra e venda dos veículos e impacta o planejamento financeiro das locadoras Diego, da Jato: TCO é básico para a rentabilidade da operação

17 Simplificando, o TCO é uma conta cujo somatório será o custo real do veículo, um valor que a locadora precisa levar em consideração quando estiver renovando a frota, com impacto na tomada de decisão sobre a compra e venda do ativo. O TCO também ajuda a locadora a identificar áreas com despesas excessivas e, em linhas gerais, auxiliar no planejamento financeiro, com orçamentos mais realistas. Na teoria, é só uma questão de ter na ponta do lápis todos os custos do uso do carro. Na prática, porém, calcular o TCO pode ser uma tarefa bem complicada. São vários itens que entram na conta. Entre eles: o custo de aquisição, impostos, taxas, financiamento, seguro, combustível, manutenção e desvalorização. O mercado oferece ferramentas que ajudam a locadora a calcular o TCO. Uma das mais completas é a disponibilizada pela Jato, consultoria internacional de inteligência de mercado para o setor automotivo. Diretor geral para as Américas da empresa, Diego Vidrio diz que o ciclo de vida de um veículo envolve uma série de variáveis. No caso da ferramenta da Jato, os cálculos parciais são detalhados e podem ser estratificados por tempo e quilometragem, em oito categorias diferentes: manutenção preventiva, manutenção corretiva, combustível/ energia, taxas, impostos, seguros, depreciação e custos com pneus. “O objetivo desse detalhamento é ter maior precisão na precificação, prevenir custos inesperados e alcançar maior rentabilidade ao longo do ciclo de vida dos veículos”, explica Diego. Uma funcionalidade interessante são os comparativos entre modelos semelhantes, como, por exemplo, os veículos de entrada de uma e de outra marca. Qual a melhor opção de compra entre duas opções? Antes de se tornar um executivo da Jato, Diego trabalhou numa locadora de veículos em Porto Rico e conhece as particularidades do mercado. “O Brasil é um mercado muito exigente, com muitas variáveis que precisam ser acompanhadas no TCO, para que a locadora não se surpreenda em seu planejamento financeiro”, conclui ele.

18 PARCERIA ALINHAMENTO COM VÁRIOS PONTOS EM COMUM ABLA estreita relacionamento com a Alvesp, que tem entre suas pautas a redução do ICMS Alcides, da Alvesp: busca por parcerias estratégicas Com cinco anos de atividade, a Alvesp (Associação dos Lojistas de Veículos do Estado de São Paulo) é uma entidade jovem, mas que já está imprimindo um ritmo muito intenso de atividades. Uma das frentes da associação é se aproximar de quem possui pontos em comum no mercado. Segundo o diretor Alcides Parmejano, a Alvesp tem como uma de suas principais pautas a redução do ICMS em São Paulo. A própria criação da entidade ganhou força quando o governo estadual majorou em 207% o ICMS para os veículos seminovos e usados. A medida impactou bastante o segmento, chegando a inviabilizar, em alguns casos, a operação comercial dos lojistas. “Podemos dizer que esse aumento de impostos foi um gatilho, mas o fato é que, hoje, sem uma visão ampla, o lojista não sobrevive. O cenário é de muita mudança e necessidade de renovação, o que torna a profissionalização cada vez mais necessária. Muitos lojistas surgem como comerciantes e precisam, de fato, se tornarem empresários. É nesse contexto que surge a Alvesp”, explica Alcides. No radar da associação está a busca por parcerias estratégicas, que vão permitir unir forças para criar um ambiente de cooperação que gere novas e concretas oportunidades de negócios para ambos os lados. É o caso da aproximação iniciada com a ABLA. “Entendemos que hoje as locadoras e as lojas de seminovos caminham juntas em vários aspectos. A locadora conta com o lojista para desmobilizar a frota, somos um canal importante para o setor. Então, nada mais sensato do que buscarmos um ambiente de oportunidades para todos, com negociações justas. É um processo inclusivo, tendo sempre como horizonte a isonomia”, completa ele. Alcides acredita que, ao somar a expertise comercial dos lojistas com a demanda por renovação de frota das locadoras, cria-se um ciclo ganha-ganha que fortalece toda a cadeia do setor automotivo. A redução do ICMS em São Paulo segue como uma das principais pautas da Alvesp. Em outubro, a entidade participa da EXPO ABLA, em São Paulo. “Utilizaremos esse grande fórum do setor para aprofundar o debate com os empresários, apresentar as diretrizes dessa aliança e aproximar os players dos dois lados”, adianta o diretor. Em termos de volume de transações, o mercado de veículos seminovos e usados no Brasil é cerca de oito vezes maior do que o de zero- -quilômetro, segundo dados da Alvesp.

19 A frota, envelhecendo. Os custos, se renovando. Renove frotas de aluguel a curto e longo prazo com dados que ajudam a controlar custos de manutenção e maximizar margens. Agende uma conversa com um de nossos especialistas JATO.com/Brasil www.JATO.com

20 Quem recebe uma multa ou precisa pagar uma taxa de trânsito costuma esbarrar na mesma limitação de pagamento. É possível quitar à vista, por boleto ou débito. O parcelamento no cartão de crédito, quando existe, normalmente exige um canal à parte, fora do sistema oficial. Essa barreira está prestes a cair em parte do país. O Serpro, empresa pública de tecnologia do governo federal, criou o Serpro Pay. A plataforma permite ao próprio órgão gerar o link de pagamento vinculado à multa. O motorista parcela no cartão, como faria em qualquer outra compra. Cada órgão precisa contratar a ferramenta para oferecê-la. Atualmente três Detrans já adotaram a tecnologia: Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Outros estão em processo de negociação. Outro ponto importante é a segurança. O Serpro Pay roda em nuvem soberana, com dados hospedados no Brasil, e segue a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A página de pagamento mantém a identidade visual do próprio órgão. Isso reduz o risco de golpes que imitam sites de pagamento, já que o cidadão nunca precisa deixar o canal oficial. Quando a multa vira problema do CNPJ Multas de trânsito também são rotina para quem administra frotas de veículos. Cada veículo alugado pode acumular multas ao longo do contrato, e quanto maior a frota, maior o volume de notificações para tratar. A notifiPUBLIEDITORIAL TAXAS E MULTAS DE TRÂNSITO PARCELADAS NO CARTÃO DE CRÉDITO Plataforma do Serpro permite que prefeituras e órgãos de trânsito ofereçam parcelamento direto no site oficial. Medida simplifica gestão de frotas. cação costuma chegar primeiro à locadora, antes de ser repassada ao condutor responsável. Pela lei de trânsito, se a locadora não indicar o condutor a tempo, a multa e os pontos ficam em nome da empresa. Um canal de pagamento parcelado, direto no site do Detran ou da prefeitura, tende a reduzir esse atrito. Esse efeito cresce à medida que mais órgãos adotarem a ferramenta. Menos fraude, menos retrabalho Para o órgão público, o Serpro Pay assume o risco de fraude nesse tipo de pagamento. O valor cai na conta em até dois dias úteis, sem mudar a forma como o órgão já recebe hoje. O sistema também gera relatórios em tempo real, o que reduz erros e retrabalho na conferência. Manoel Caetano de Jesus Neto, gestor do produto no Serpro, explica o cenário que motivou a criação da ferramenta. Segundo ele, muitos órgãos públicos ainda enfrentam desafios como inadimplência, fragmentação dos canais de pagamento e limitações de sistemas legados. “Esse contexto impacta diretamente a eficiência operacional e a experiência do cidadão. O Serpro Pay foi desenvolvido para apoiar a modernização da arrecadação pública e facilitar o dia a dia do contribuinte”, completa o gestor. Quer saber mais sobre o Serpro Pay? Acesse a página do produto na Loja Serpro.

21 Pagamento de multas de trânsito ficou mais fácil com o Serpro Pay! Serpro Pay permite o parcelamento de multas, tributos e taxas com cartão de crédito, oferecendo mais conveniência ao cidadão e mais eficiência na arrecadação do órgão público. Conformidade regulatória, segurança e transparência em cada transação. Saiba mais em loja.serpro.gov.br/product/serpropay

22 Sua locadora sabe exatamente quais créditos tributários possui hoje? E, principalmente, sabe quais deles conseguiria defender diante de uma fiscalização? A reforma tributária não representa apenas a chegada do IBS e da CBS. Para as locadoras de veículos, 2026 também deve ser visto como um momento estratégico para revisar o passado tributário, especialmente os créditos de PIS e Cofins constituídos nos últimos cinco anos. Essa revisão possui dois objetivos: identificar créditos que deixaram de ser aproveitados e validar aqueles que já foram utilizados. Afinal, uma revisão tributária não deve buscar apenas o maior valor possível de recuperação, mas também avaliar o risco de questionamento pela Receita Federal. Encontrar um crédito não significa que ele seja seguro! No regime não cumulativo de PIS e Cofins existem diversas hipóteses de creditamento. Entretanto, nem toda despesa relacionada à atividade empresarial é automaticamente reconhecida pelo Fisco como geradora de crédito. Para as locadoras, essa análise merece atenção especial. Determinados gastos estão diretamente relacionados à operação, mas podem apresentar interpretações diferentes entre a empresa, a Receita Federal e os tribunais. TRIBUTÁRIA CRÉDITOS NAS LOCADORAS: REVISAR, VALIDAR E ACOMPANHAR Nayane Coelho*

23 Por isso, uma revisão dos últimos cinco anos deve considerar a legislação aplicável a cada período, os documentos fiscais, a escrituração e os entendimentos administrativos e judiciais existentes. O crédito identificado deve ser analisado sob duas perspectivas: o benefício econômico e o risco fiscal. Um crédito com previsão legal objetiva e documentação adequada possui uma situação diferente daquele que depende de uma interpretação mais controversa. Essa distinção é fundamental para que a empresa não transforme uma oportunidade tributária em um passivo futuro. Revisão individualizada da frota A frota representa um dos principais componentes do investimento das locadoras e está diretamente ligada à geração de receita. Por isso, a revisão dos créditos precisa estabelecer uma relação entre o fiscal, o contábil e o controle dos veículos. É importante cruzar a documentação de aquisição, a entrada no ativo imobilizado, a utilização na atividade de locação, a depreciação, a escrituração de PIS e Cofins e, quando houver, a documentação da venda. Esse trabalho pode revelar diferentes situações: veículos para os quais o crédito não foi aproveitado, créditos apropriados parcialmente ou valores calculados por uma metodologia que precisa ser reavaliada. Portanto, a frota não deve ser analisada apenas pelo valor total adquirido pela empresa, mas por operação e, sempre que possível, individualmente. E os créditos que já foram utilizados? Esse é um ponto que merece atenção! Ao revisar cinco anos, não devemos olhar apenas para o que a empresa deixou de aproveitar. É necessário também validar os créditos que já foram utilizados. Em uma eventual fiscalização, a discussão poderá alcançar não apenas a compensação realizada, mas a própria origem do crédito. A empresa precisa conseguir demonstrar: qual é a origem do crédito, qual dispositivo legal fundamenta sua apropriação, qual documento comprova a operação, como o valor foi calculado e se a escrituração está compatível com a contabilidade e com os documentos fiscais. Também é importante verificar se existe entendimento da Receita Federal contrário à utilização daquele crédito. Quanto mais consistente estiver essa documentação, maior será a capacidade de defesa da empresa. A reforma tributária torna a revisão ainda mais importante É justamente aqui que a revisão dos últimos cinco anos ganha uma nova dimensão. A Lei Complementar nº 214/2025 Art.382 estabelece regras específicas para os créditos de PIS/ Pasep e Cofins durante a transição. Os créditos que permanecerem válidos deverão observar as condições previstas na legislação, incluindo o correto registro no ambiente de escrituração dos respectivos tributos. Esses créditos poderão ser utilizados para compensação com o valor devido da CBS, observadas as regras legais. Isso significa que a locadora não deve olhar para os créditos

24 existentes apenas como uma possibilidade de recuperação no presente. Eles também podem representar um estoque tributário relevante para a transição. Por isso, durante 2026, é importante verificar se os créditos estão corretamente constituídos, escriturados e acompanhados da documentação necessária. A lógica é simples: Crédito Identificado + Fundamento Legal + Documentação + Escrituração Adequada = Maior segurança para sua utilização. A reforma não transforma um crédito sem fundamento em crédito válido. Os créditos de PIS e Cofins continuam sujeitos às regras aplicáveis ao período em que foram constituídos. Da mesma forma, não basta possuir controles internos demonstrando determinado saldo. É necessário que a escrituração e os documentos fiscais estejam coerentes com a posição defendida pela empresa. O que a locadora deve revisar? Uma revisão dos últimos cinco anos deve considerar, principalmente: • Créditos de PIS e Cofins não aproveitados; • Créditos relacionados à depreciação da frota; • Ativo imobilizado; • Manutenção e conservação; • Serviços relacionados à atividade; • Créditos já utilizados em compensações; • Saldos credores existentes; • Consistência da EFDContribuições; • Documentação fiscal que sustenta os créditos; • Possíveis entendimentos contrários da Receita Federal; • e oportunidades que dependam de análise jurídica específica. TRIBUTÁRIA

25 Saiba mais conferindo a entrevista com a Nayane no canal da ABLA no YouTube. 0:50 / 2:50 HD O objetivo não é simplesmente levantar um valor. É classificar os créditos entre aqueles que apresentam maior segurança, aqueles que exigem avaliação de risco e aqueles que não possuem suporte suficiente para serem aproveitados. O momento de revisar é agora! A reforma tributária está obrigando as empresas a olhar para o futuro, mas as locadoras também precisam olhar para o que foi construído nos últimos anos. Este ano de 2026 pode ser um momento importante para revisar os créditos de PIS e Cofins, corrigir eventuais inconsistências e organizar a documentação e a escrituração dos valores que permanecerem válidos para a transição. Para o setor de locação, isso é ainda mais relevante diante do peso da frota e dos investimentos recorrentes na atividade. Uma boa revisão tributária não é aquela que apresenta o maior crédito possível. É aquela que consegue responder, com legislação, documentos e escrituração adequada, por que aquele crédito existe, como foi calculado e por que pode ser defendido. A reforma tributária traz uma nova sistemática de tributação. Mas, antes de começar a construir o novo, talvez seja necessário fazer uma pergunta sobre o que já existe: Quanto crédito a sua locadora possui e quanto desse crédito está realmente preparado para ser utilizado e defendido? *Nayane Coelho é diretora tributária e de auditoria do grupo Mobility. Emissão da nota fiscal tem data definida As locadoras passarão a emitir nota fiscal nos moldes da reforma tributária a partir de 1º de dezembro. A exigência foi definida com a publicação do Ato Conjunto RFB/CGIBS no 4/2026, de 30 de julho, em que se determina essa emissão para o setor. Outros ramos de atividade já estavam emitindo a NFS-e em novo padrão, mas para a locação de veículos ainda não haviam sido formatados os campos necessários no sistema da Receita Federal e Comitê Gestor, conforme a revista Locação explicou em sua última edição. O código para a emissão das locadoras será o 99-04-01. Ainda segundo o Ato Conjunto no 4, a partir de 1º de janeiro de 2027 passam a ter que emitir a nova NFS- -e os contribuintes optantes pelo Simples Nacional, com destaque do IBS/CBS, o que inclui as locadoras de veículos assim enquadradas, informa o advogado Rafael Reis, da assessoria jurídica da ABLA e do escritório Rocha & Rocha Advogados.

26 ENTREVISTA MAIS PROXIMIDADE COM O ASSOCIADO Nova executiva regional da ABLA vai atuar no Rio de Janeiro e Espírito Santo, fortalecendo a atuação da entidade entre as locadoras dos dois estados Com sólida experiência em desenvolvimento de redes e relacionamentos institucionais, Roose Mendanha é apaixonada pelo setor de locação de veículos, onde desenvolveu sua carreira. Em agosto, ela foi contratada para ser a primeira executiva regional da ABLA, reforçando a atuação da entidade nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Na entrevista a seguir, Roose fala dos desafios e das expectativas em torno de sua nova função. Locação: Qual a sua experiência no setor? Roose Mendanha: Trabalho com locação de veículos há mais de uma década. Nos últimos anos, estive em uma grande rede de aluguel de veículos, onde fui responsável pelo suporte estratégico e operacional às unidades da rede, conduzindo atividades ligadas à expansão,

27 padronização de processos, treinamento de equipes e acompanhamento de indicadores de desempenho. Locação: De que maneira você vem contribuir com a ABLA e seus associados? Roose Mendanha: A partir de minha experiência, trarei uma visão comercial para a divulgação dos produtos, serviços, eventos e cursos da associação nos dois estados. Meu principal objetivo será aproximar a ABLA de seus associados, principalmente as empresas de pequeno e médio portes. Empresas com esse perfil estão sempre buscando conhecimento e soluções que venham apoiar suas decisões e melhorar a operação. Meu papel é estar atenta a essas necessidades. Quero levar aos associados o que a ABLA tem de melhor e estar presente sempre que eles nos demandarem. Locação: E para a imagem da associação, quais serão os ganhos? Roose Mendanha: Vamos ampliar a presença institucional da ABLA no Rio e no Espírito Santo, somando esforços com os diretores regionais já presentes em todos os estados e no Distrito Federal. No Espírito Santo, as locadoras associadas da ABLA seguem contando com o trabalho do diretor Luiz Felipe Nemer e, no Rio de Janeiro, com o diretor Daniel Bittencourt. Atuarei em conjunto com essas lideranças, exercendo uma função executiva de apoio às ações da associação na região, de forma complementar ao trabalho desenvolvido pelos diretores regionais. Locação: Como está sendo esse início de trabalho? Roose Mendanha: Comecei essa nova etapa com muito entusiasmo, comprometimento e disposição. Tenho certeza de que construiremos uma parceria de muito aprendizado, colaboração e grandes resultados. 0:50 / 2:50 HD Confira também a entrevista com a Roose no canal da ABLA no YouTube.

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29 BRASIL VIAGEM PRAIA E MONTANHA COM CARRO ALUGADO Museu de Arte Contemporânea, em Niterói: colada no Rio de Janeiro, cidade tem cultura, gastronomia e boas praias Museu de Arte Contemporânea, em Niterói: colada no Rio de Janeiro, cidade tem cultura, gastronomia e boas praias Do Rio ao Espírito Santo, ou vice-versa, algumas atrações que podem ser visitadas com o conforto do rent a car. As estradas são boas e as distâncias não são grandes. Muitas opções para o cliente de locação de veículos. RIO DE JANEIRO Armação dos Búzios: praias famosas, badalação e vida noturna Ilha das Pombos, em Rio das Ostras: águas tranquilas e passeios de escuna

30 Museu Imperial, em Petrópolis, uma das principais atrações da cidade serrana RIO DE JANEIRO Dedo de Deus, em Teresópolis: a cidade tem muitas paisagens encantadoras Pontal do Atalaia, em Arraial do Cabo: um pedaço do paraíso (há regras específicas para acessar o lugar de carro)

31 BRASIL VIAGEM ESPÍRITO SANTO Praia dos Castelhanos, em Anchieta: bela opção a 80 quilômetros de Vitória Praia do Morro, em Guarapari: uma das mais movimentadas do litoral sul capixaba Tradicional pesca na praia de Itaparica, em Vila Velha

32 ESPÍRITO SANTO A bucólica Manguinhos, comunidade de pescadores em Serra Produtos da roça em Venda Nova do Imigrante: compras e turismo rural Parque Pedra Azul, em Domingos Martins: para quem aprecia natureza e piqueniques

33 www.flashengenharia.com.br flash_engenharia LOCAL: SÃO PAULO EXPO SP/SP DATA: 28 E 29 OUTUBRO HORÁRIO: 10H ÀS 19H

34 FIM DE PAPO Em breve, as locadoras deixarão de ser vistas apenas como empresas que compram, alugam e vendem veículos. Num desenho mais disruptivo, passarão a atuar como verdadeiras plataformas de mobilidade. É um cenário possível e poderoso, mas também pouco provável de acontecer de forma ampla e homogênea no Brasil nos próximos anos. Para que isso ocorra, muita coisa precisa avançar ao mesmo tempo: queda dos juros, digitalização completa da jornada, eletrificação competitiva, integração de dados, expansão da terceirização de frotas, novos modelos de assinatura, maior pressão ambiental e fabricantes capazes de reduzir preços sem destruir valor residual. É muita coisa, especialmente num país em que alterações de infraestrutura com investimento público de baixa monta demoram. O setor automobilístico gosta de falar em revolução, mas costuma evoluir por camadas, com resistência, adaptação e muitos remendos pelo caminho. O mercado de locadoras no Brasil é enorme e ainda possui potencial de crescimento. Segundo o Anuário ABLA 2026, o setor encerrou 2025 com 1.717.848 automóveis e comerciais leves e emplacou 628.970 unidades. Em janeiro de 2026, entre mais de 37 mil empresas, 54% da frota estava no GTF, incluindo terceirização e assinatura, e 46% no rent a car. O investimento anual em veículos chegou a R$ 79 bilhões e o faturamento bruto superou R$ 61 bilhões. A renovação também reduziu a idade média da frota de 17,5 para 16,4 meses. O potencial permanece elevado. Segundo estimativa divulgada pela ABLA, entre 20% e 25% das empresas privadas brasileiras utilizam frotas terceirizadas, enquanto em mercados mais maduros da Europa e dos Estados Unidos a participação estimada estaria entre 55% e 70%. Num cenário acelerado, a frota leve das locadoras poderia alcançar entre 2,40 milhões e 2,75 milhões de unidades em 2030, com crescimento médio anual entre 7% e 10%. A participação nos emplacamentos também poderia aumentar, especialmente se as fabricantes utilizarem o setor como canal de introdução de novas tecnologias. A LOCADORA DO AMANHÃ Por Milad Kalume Neto*

35 Não seria novidade. As locadoras já funcionam como laboratório silencioso de motorização, equipamentos, manutenção, liquidez no seminovo e comportamento real de uso. A grande mudança estaria no conceito de GTF. A terceirização deixaria de significar apenas administrar determinada quantidade de veículos e passaria a representar gestão de mobilidade. O cliente não contrataria necessariamente “100 carros por 36 meses”, mas contrataria a capacidade de deslocamento e num mesmo contrato poderiam conviver automóveis, comerciais leves, motocicletas, veículos temporários, transporte compartilhado, créditos para aplicativos e soluções específicas por operação. A cobrança provavelmente também mudará. Parte dos contratos permaneceria mensal, pela previsibilidade, mas outros modelos poderiam considerar quilometragem, disponibilidade, cobrança por horas de uso, produtividade ou uma combinação destes fatores. O veículo deixaria de ser o centro isolado da relação comercial para integrar uma solução maior. Entretanto estas mudanças dependerão fundamentalmente da integração e uso de dados. As locadoras precisarão integrar seus sistemas aos dos clientes, acompanhando rotas, jornadas, consumo, recarga, manutenção, ociosidade e disponibilidade. Algoritmos poderão recomendar redução de frota, substituição de veículos, redistribuição entre filiais ou alteração do perfil de uso. O ganho não virá apenas de alugar mais, mas de operar melhor. No RAC (rent a car), a transformação também será relevante. Nas grandes cidades, a jornada tenderá a se tornar quase totalmente digital, com reconhecimento documental, biometria, chaves virtuais e inspeção automatizada. O cliente poderá encontrar o veículo em aeroportos, estacionamentos, condomínios, hotéis e outros pontos distribuídos pela cidade. Isto não significa o fim da estrutura física. A agência tradicional poderá perder centralidade para o cliente, mas continuará essencial para limpeza, manutenção, recarga, vistoria, preparação e remanejamento. Muda a vitrine; a operação continua exigindo chão, gente, processo e capital. Eletrificados podem representar entre 25% e 40% da frota leve das locadoras até 2030, desde que a conta financeira feche

36 A eletrificação terá papel importante. Em 2025, as empresas do setor emplacaram 20.475 automóveis e comerciais leves eletrificados, alta de 159% sobre 2024. Os eletrificados podem representar entre 25% e 40% da frota leve das locadoras até 2030, desde que a conta financeira feche. Elétricos puros fazem mais sentido em operações previsíveis e com recarga organizada. Híbridos atendem melhor aplicações com maior incerteza de rota, necessidade de autonomia e menor dependência de infraestrutura. O Brasil dificilmente será um país com uma solução única. A infraestrutura energética também poderá se tornar parte do ativo da locadora. Grandes empresas poderão instalar carregadores em bases próprias, negociar energia, controlar horários de recarga e até vender capacidade ociosa para terceiros. Nesse ponto, a locadora passará a administrar não apenas veículos, mas também energia, disponibilidade e eficiência operacional. As baterias exigirão acompanhamento individual. Estado de saúde, histórico de recarga, degradação e garantia poderão interferir na tarifa, no prazo de permanência do veículo e no valor de revenda. Recompra, segunda vida e garantia estendida deixarão de ser detalhes técnicos para se tornar elementos do negócio no dia-a-dia da operação. Também avançarão os veículos definidos por software. Funções ativadas por assinatura, atualizações remotas, ADAS e pacotes digitais exigirão nova governança. A locadora terá de controlar licenças, usuários, versões, permissões e responsabilidades. O carro ficará mais inteligente, mas a gestão também ficará mais complexa. A evolução dos veículos autônomos deve ser tratada com cautela. A tecnologia poderá avançar em ambientes controlados, como mineração, portos, condomínios logísticos e rotas repetitivas. Imaginar, porém, uma eliminação ampla de motoristas no Brasil nos próximos anos é mais marketing do que realidade. Fabricantes, bancos, plataformas digitais, empresas de energia e grandes varejistas tentarão ocupar partes do negócio tradicional das locadoras, alterando a competição. Uma fabricante poderá oferecer assinatura diretamente; uma empresa de energia poderá financiar veículo e carregador; uma locadora poderá vender energia, dados, gestão e mobilidade, e não apenas diárias ou mensalidades. Neste ambiente, escala será relevante, mas não será tudo. As menores locadoras não necessariamente desaparecerão. Poderão sobreviver como especialistas em veículos adaptados, operação premium, uso severo, agronegócio, saúde, mineração, mobilidade regional ou atendimento personalizado. O maior risco deste cenário é o encantamento tecnológico. Muito dinheiro pode ser gasto antes de existir um modelo econômico sustentável. Um novo aplicativo não paga boleto e uma inteligência artificial não corrige um valor residual mal calculado. Uma frota mal comprada e mal gerida continuará sendo uma frota mal comprada e mal gerida, mesmo com software bonito. Portanto, a pergunta não é se todo esse cenário disruptivo acontecerá até 2030. Não acontecerá! O questionamento mais útil é: quais elementos deste cenário já estão surgindo e em que velocidade cada locadora terá de reagir? A certeza é que muitas partes, em algum momento, serão incorporadas à rotina do setor. Planejamento será fundamental para decidir quando investir, quando esperar e quando recuar. E a regra geral da locadora continuará valendo: o carro precisa rodar, gerar receita, voltar inteiro e ser vendido pelo preço certo. Afinal, como dizia o doutor Emmett Brown, da trilogia De Volta para o Futuro: “Seu futuro ainda não foi escrito. O de ninguém foi. Seu futuro é o que você fizer dele.” * Milad Kalume Neto é conselheiro independente da ABLA e diretor da K.Lume Consultoria Automobilística.

37 VISITE O ESTANDE DO BANCO STELLANTIS NA EXPO ABLA 2026 Conheça as soluções exclusivas para locadoras e frotistas. Impulsione o seu negócio com o financiamento de frotas do Banco Stellantis. ESTANDE B12 28 e 29 de outubro São Paulo Expo Quer saber mais? Acesse o QR Code e fale com um dos nossos consultores.

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