RANKING DAS AGÊNCIAS DE COMUNICAÇÃO Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 114 O ano de 2026 certamente foi o que trouxe os maiores desafios para a formulação do Ranking das Agências de Comunicação, em função de decisões estratégicas e das reestruturações operacionais adotadas por corporações líderes do mercado. Pelo primeira vez, por exemplo, desde que este Ranking começou a ser produzido, lá em 2009, a FSB Holding, que sempre abriu e comprovou seus números, decidiu não mais fazê-lo, sob o argumento de que sua expansão hoje caminha muito mais na direção da publicidade e de outras áreas do que do próprio PR. E também por razões estratégicas para o negócio, segundo nossa equipe apurou. Com isso, e para não deixar de oferecer ao mercado uma informação valiosa, já que se trata do líder de mercado, decidimos estimar o crescimento do grupo com base nos crescimentos das demais agências que ponteiam o Ranking, chegando ao percentual de 17%. Ele não é preciso, mas sabemos que segue a lógica de crescimento do grupo em todos esses anos e, por tudo o que tem sido noticiado sobre ele, em termos de novos negócios, é pertinente e faz sentido. Tivemos também uma mudança importante na vice- -liderança, conquistada pelo Grupo Burson, empurrando o Grupo In Press para a terceira colocação. Duas razões mostraram-se essenciais para isso: 1. O Grupo Burson passou a incorporar aos seus números o desempenho da Ideal Axicom, que até o ano passado era apresentado de forma independente no Anuário. Com isso, somou cerca de R$ 100 milhões ao seu faturamento bruto, considerando as quatro agências que agora estão sob o seu chapéu. 2. O Grupo In Press, ao contrário, deixou de registrar em seu desempenho o faturamento da Oficina Consultoria, que, com a cisão da sociedade, agora apresenta-se de forma independente no Anuário. Com isso, o In Press deixou de computar cerca de R$ 65 milhões ao seu faturamento bruto. A diferença, em verdade, foi pequena, de menos de R$ 5 milhões, o que sugere praticamente um empate técnico entre as duas corporações Outra questão enfrentada pelos editores e pelo Instituto Corda – Rede de Projetos e Pesquisas na formulação do Ranking de 2026 foi a reestruturação em curso nas agências de PR do Grupo Omnicom, que agora cresceram com a incorporação do Interpublic Group. Com fusões e outras decisões à vista, os dirigentes das agências que integram o grupo mostram um grande desconforto em fazer qualquer sinalização sobre o desempenho obtido. Optamos, nos casos em que isso se mostrou mais complexo, em estimar crescimento zero, mantendo em 2025 o mesmo desempenho de 2024. Dois outros grupos foram às compras, impactando seu desempenho no presente Ranking: o Nexcom, com a incorporação de marcas como ConteúdoInk e Tamer Comunicação; e o Grupo Partners, de Minas Gerais, que trouxe para sua alçada de negócios a agência de publicidade Lápis Raro, a maior do Estado. Entre as médias, também se mostrou desafiador estimar o faturamento da XCOM, agora sob a bandeira Atrevia, já que a aquisição pelos espanhóis envolveu silêncio absoluto de seus dirigentes em relação a esse início de caminhada. Diante dessa complexidade, foi decisiva a experiência de quase 20 anos acompanhando esse mercado e o desempenho das agências de comunicação no Brasil. Cremos estar entregando ao mercado um Ranking consistente e confiável, ainda que com pequenas imprecisões, decorrentes muito mais do competitivo ambiente de negócios do que de imperícia. Um ano de ajustes relevantes entre as líderes
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