Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026

Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 6 Os indicadores setoriais, extraídos pelo Instituto Corda – Rede de Projetos e Pesquisas da Pesquisa Mega Brasil com Agências de Comunicação, revelam, entre outros aspectos positivos, a expansão no nível de emprego, com especial atenção às mulheres e aos jornalistas, que continuam a predominar na atividade, a ampliação do otimismo no meio empresarial medido pelo Índice de Confiança do Empresário de Comunicação Corporativa (ICECC) e robusta sinalização de prosperidade nos parâmetros relativos a planos de expansão, inovação e investimentos, todos eles superando os índices anteriores. As pedras no caminho, no entanto, em contraponto ao que a Pesquisa aponta, são abundantes e estão visíveis, neste mesmo Anuário, nos 66 artigos do Caderno Mercado assinados por lideranças do setor. São pensatas, reflexões, análises e até desabafos, compondo um mosaico intelectual e prático que de certo modo reflete o próprio estado da arte da comunicação corporativa no Brasil. Ao passar os olhos por esses textos autorais, assinados por empresários e executivos de pequenas, médias e grandes agências e grupos de comunicação, fica perceptível que, em face das múltiplas inovações tecnológicas e da intensificação do uso da inteligência artificial generativa, o jogo virou e está a desafiar o futuro de toda a cadeia produtiva, provocando uma inquietação que há muito não se via nessa atividade. Não se pode falar em desânimo, nem em pessimismo, mas é notória a sensação de um certo otimismo angustiado, cercado de algumas certezas incertas, entre elas a de se estar vivendo um novo ciclo, quase que um recomeço, inteiramente sob os auspícios da IA generativa, aquela que fez os algoritmos de até então irem para o lixo da história, trocados pelo prato pronto, ou seja, pela interação direta da máquina com os humanos. Para aqueles que gostam de boas reportagens, temos também um atraente menu. São nove, todas elas dedicadas a temas da ordem do dia da nossa atividade e de nossas preocupações, sob a curadoria de repórteres experientes e talentosos, quase todos frequentadores habituais deste espaço. Uma das estreias é a de Renato Gasparetto, profissional que foi por décadas executivo de comunicação de importantes corporações, como a Telefônica Vivo – que deixou recentemente e onde era VP –, que aceitou nosso desafio de escrever sobre um tema em que tem notório saber, reputação. Texto elegante e autoral, Renato foi a campo ouvir especialistas na área, trazendo para nossa audiência estratégicos insights na matéria que tem por título Credibilidade e Confiança – Os guardiões da reputação na era da incerteza. Outra estreia é a do experiente Luiz Roberto Serrano, que tempos atrás assessorou Fernando Henrique Cardoso e Ulysses Guimarães, e que atuou por vários anos na comunicação da USP. Usando todo o seu background, procurou traçar um cenário do Brasil, neste segundo semestre, com eleições e Copa do Mundo, sob a influência dos conflitos na Europa e no Oriente Médio, e os impactos na comunicação corporativa. Coube ao experiente Dario Palhares colocar à prova seu talento e criatividade para escrever sobre um dos temas mais tradicionais de nossa indústria, o media training. E quem ler vai se impressionar, porque ele não só traz informações sobre muitas coisas novas que chegaram a essa nossa velha e conhecida ferramenta, como foi buscar as origens, lá nos EUA, do serviço que é há anos um dos mais rentáveis do mercado das agências de comunicação. O título da reportagem é sugestivo: Receita antiga com novos temperos. Renato Acciarto, outro nome de nossa privilegiada equipe, encarou um dos temas que mais tem ocupado as mentes dos executivos de comunicação corporativa, na saudável disputa com áreas afins: inovação e criatividade. Ele mostra, com o conhecimento de quem já esteve lá, que o que era apenas um anseio, uma espécie de biscoito fino do PR, tornou-se nos tempos modernos uma necessidade quase, digamos assim, visceral para a conquista e manutenção de bons contratos. Não sem razão, a matéria recebeu o título de Inovação e o novo (e sustentável) patamar para as agências de comunicação. Martha Funke, que escreve para o Anuário praticamente desde a primeira edição, foi convidada EDITORIAL

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