13 pelos especialistas em saúde e segurança do trabalho. Segundo dados do Ministério da Previdência Social, o Brasil teve no ano passado 546 mil afastamentos de funcionários causados por transtornos mentais, um crescimento de 15,7% em relação ao ano anterior. Esse tipo de ocorrência já responde por um a cada quatro casos de afastamentos no trabalho. “Essa é uma tendência mundial. E as mulheres costumam ser as mais afetadas”, comenta o coordenador de saúde e segurança no trabalho do Sest Senat, Wanderson Carvalho. Como representante da CNT (Confederação Nacional do Transporte), ele participou da comissão tripartite que discutiu o assunto antes da revisão e atualização da NR-1. Recentemente, esteve no Fórum Jurídico ABLA & FENALOC para falar com as locadoras. Wanderson esclareceu que hoje a NR1 tem um novo manual, mais robusto, que já está disponível para as empresas. “Com isso, a NR1 amplia o gerenciamento de riscos já existente e passa a contemplar fatores psicossociais relacionados ao trabalho”, explica ele. O Guia de Informações sobre Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, traz todos os tipos de fatores possíveis de causarem o afastamento com origem em transtornos mentais, tais como o assédio e a sobrecarga de trabalho. “Avaliar esses riscos psicossociais é, de fato, o maior desafio para o gestor nesse momento. É necessário ler com atenção o guia e o manual disponibilizados pelo ministério”, aconselha Wanderson. O passo a passo começa com a revisão do PGR (Plano de Gerenciamento de Riscos), documento obrigatório da NR-1. A segunda revisão é a da Análise Ergonômica Preliminar, que precisa agora contemplar os riscos psicossociais. Deve-se também assegurar a conformidade das práticas da empresa com a NR-17, que trata das condições de ergonomia no trabalho. A partir dessas informações e o reconhecimento dos riscos, recomenda-se capacitar lideranças que vão gerir, incentivar e disseminar a prevenção. Ao final desse processo, a empresa estará apta para definir as medidas cabíveis, prazos e indicadores que irão compor seu plano de ação. Wanderson alerta para que as empresas não se comprometam e assumam custos causados por desinformação. “A norma não exige a contratação de um psicólogo, nem contratação de pesquisa de clima”, finaliza. Wanderson: é hora de revisar o PGR obrigatório
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