Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 100 MERCADO DA COMUNICAÇÃO CORPORATIVA BUTIQUE 2025 consolidou uma mudança no LinkedIn: alcance, sozinho, perdeu valor. A rede passou a operar com uma lógica mais sofisticada de distribuição orgânica de conteúdo, capaz de cruzar contexto profissional, coerência temática, comportamento ao longo do tempo e autenticidade das interações. O foco em gerar visualizações saiu de cena e deu espaço para o fortalecimento da autenticidade e da construção de relações. Isso importa para nós, profissionais de comunicação, já que o debate não é apenas sobre “mudança de algoritmo”. É uma evolução mais profunda na forma como o LinkedIn conecta perfil, conteúdo, histórico de interesse, atualidade e sinais de confiança para decidir o que merece circular. Ao mesmo tempo, o comportamento da audiência segue revelador. No Brasil, segundo a Pesquisa LinkedIn 2025, da Opinion Box, 67% dizem preferir conteúdo de profissionais da própria área, enquanto 28% destacam o conteúdo da sua empresa. Ainda assim, 83% seguem páginas corporativas, o que mostra que há espaço para marcas, desde que elas entreguem valor. Esses são pontos que líderes de comunicação e marketing precisam compreender: LinkedIn não é uma frente isolada de Thought Leadership, nem apenas uma Company Page ativa. É um ambiente de arquitetura reputacional. O estudo O Impacto das Redes Sociais no Posicionamento de CEOs, produzido por HSM + Community Creators Academy em parceria com a Michael Page Brasil, reforça essa urgência. Hoje, 93% dos CEOs apontam o LinkedIn como principal plataforma de presença digital. Ainda assim, 73% nunca receberam treinamento e 60% das empresas não têm diretrizes formais. O resultado aparece em perfis pouco estratégicos, presença irregular e excesso de discurso institucional, em um espaço que carece cada vez mais do humano. Em 2026, isso tende a custar ainda mais caro. Não apenas em visibilidade, mas em confiança. Num ambiente que lê melhor contexto, profundidade e autenticidade, fórmulas vazias, IA em excesso e presença fragmentada perdem força. Diante desse movimento, estratégias bem pensadas no LinkedIn envolvem, ao mesmo tempo, Programas de Posicionamento Executivo robustos; ações de Employee Advocacy; construção de uma rede Embaixadores de Marca; Página Institucional coerente e presente; consistência na criação de conteúdos com Creators e planejamento inteligente de mídia paga. O que ficou muito claro em 2025 e, portanto, precisamos mudar neste ano, é que, quando essas frentes operam separadas a marca aparece fragmentada. Quando agem com coerência, a imagem corporativa ganha escala, profundidade e recorrência. A pergunta que líderes de comunicação e marketing devem se fazer em 2026 é: “com que estratégia integrada vamos transformar em reputação a presença de marca no LinkedIn?” Quem responder bem a isso será capaz de influenciar com clareza, autenticidade e conexão. Eduardo Alves, diretor de Operações e Novos Negócios na Quatro-Sete Hz Narrativas Estratégicas Tendências e realidades: a construção integrada da reputação no LinkedIn
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