Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026

Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 104 MERCADO DA COMUNICAÇÃO CORPORATIVA BUTIQUE Renata Saraiva, sócia-fundadora e CEO da Truly Comunicação Economia prateada e comunicação Em 2025, o tema da longevidade, que faz parte da história mais remota da Truly, ganhou voz ampla no universo da comunicação corporativa. A criação do Movimento bstory, pelos irmãos e executivos da área Daniel e Paulo Marinho, em parceria com o Grupo Empresarial de Comunicação (Gecom), reuniu em torno de seu Conselho Maestro mais de uma centena de executivos de comunicação, empreendedores, jornalistas e publicitários. Inúmeras conversas abriram-se em torno do fato de que, em 2050, cerca de 30% da população brasileira terá mais de 60 anos, de acordo com o IBGE. Realidade que acompanha o movimento mundial de envelhecimento rápido da população: o número de pessoas com 60 anos ou mais deve chegar a 2,1 bilhões até 2050, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). O cenário nos demanda, como sociedade, não apenas pensar em como será a previdência, a saúde e o mundo do trabalho de um país que envelhece rapidamente. Mas também como a comunicação evoluirá para falar para e com o público 50+. De acordo com dados do Data8, instituto de pesquisa especializado, a Economia Prateada fez circular R$ 1,8 trilhão do PIB brasileiro em 2024 (24% do consumo), devendo, em 2044, movimentar cerca de R$ 3,8 trilhões, o equivalente a 35% do consumo no País. Essa população também está altamente conectada. De acordo com o IBGE, em 2023, 66% dos brasileiros com 60 anos ou mais (22,5 milhões de pessoas) já utilizavam a internet, dos quais 86,5% o faziam diariamente, principalmente pelo celular (98,8%). Possivelmente, pela primeira vez, o futuro é dos mais velhos. E o que isso tem a ver com um artigo sobre tendências de mercado das agências de comunicação? Tudo! Em primeiro lugar, é preciso entender as oportunidades narrativas que se abrem com ela. Particularmente na Truly, alguns de nossos clientes atuam em áreas de saúde cruciais para esse público – equipamentos cirúrgicos e insumos para cirurgia de catarata (pela qual todos passarão a partir dos 55 anos), glaucoma, incontinência urinária adulta, vacinação. Isso nos possibilita construir histórias que ressoam de forma natural no contexto da longevidade – a geração prateada quer viver mais, com mais qualidade de vida, atividade e produtividade. Desloca-se de um papel fragilizado para um de protagonismo. Para além da saúde, os pilares do planejamento financeiro (com seus desdobramentos em torno de renda e empregabilidade); da sociabilidade (o mercado imobiliário vem até apresentando edifícios residenciais com áreas comuns para a população longeva); e do conhecimento (com a intensificação do lifelong learning) fazem da longevidade um vasto campo para a geração de novos negócios e, consequentemente, de comunicação. Que tal surfar nessa onda?

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