Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 201 Poucas agências de comunicação corporativa aceleraram tanto sua transição para a inteligência artificial quanto a Engaja Comunicação, de Fortaleza. Parte dessa evolução foi impulsionada por um diferencial raro no setor: a convivência orgânica com um ecossistema próprio de educação, tecnologia e formação digital, que hoje tem na Digital College um de seus principais ativos. “Funcionamos como um centro de formação de desenvolvedores em IA e também como centro oficial de treinamento em tecnologias Google e Amazon”, afirma Marco Aurélio Cabral, sócio- -diretor da Engaja. Essa aproximação com o universo da tecnologia começou ainda em 2021, com a criação da Engaja Educação, um MVP (Produto Minimamente Viável) que, com o tempo, evoluiu e deu origem à Digital College. O que começou como uma iniciativa experimental voltada à formação prática em habilidades digitais transformou-se em uma operação robusta de educação e tecnologia, hoje com três unidades em Fortaleza e histórico de formação de milhares de alunos. Foi com essa base que a empresa acelerou a incorporação da IA à sua cultura, aos seus processos e às suas entregas. Hoje, essa integração sustenta tanto o desenvolvimento de soluções proprietárias quanto a capacitação contínua do time da agência, formado por cerca de 80 profissionais, entre jornalistas, relações-públicas e especialistas em comunicação estratégica. Segundo Cabral, a decisão de estruturar um modelo de atuação mais verticalizado deu à Engaja uma vantagem competitiva relevante com a chegada da IA generativa. Desde então, agentes de IA passaram a assumir etapas mais operacionais ou repetitivas do trabalho, como coleta e análise de clipping, apoio à redação de discursos, organização de insumos e criação de landing pages, liberando a equipe para tarefas mais analíticas, criativas e estratégicas, resultando em mais produtividade, mais precisão e uma operação mais inteligente. Um exemplo citado por ele foi uma campanha digital desenvolvida recentemente para uma rede varejista de material de construção. “Sem IA generativa, o cliente teria de investir cerca de R$ 200 mil para produzir 12 vídeos. Com o uso dessas ferramentas, foi possível, com R$ 30 mil, gravar 50 vídeos personalizados para diferentes nichos de audiência, como pedreiros, mestres de obras e engenheiros”, diz. Para Cabral, esse novo arsenal tecnológico tende a transformar de maneira estrutural a forma como a comunicação corporativa é pensada, executada e conectada ao negócio. A avaliação é que a IA não substitui a inteligência estratégica, mas amplia a capacidade analítica, a velocidade de resposta e o grau de personalização das entregas. Foi com essa visão que a Engaja passou a desenvolver também soluções de automação para os sistemas de comunicação e marketing de seus clientes. “Somos a primeira agência do Nordeste a estruturar esse tipo de entrega de forma consistente”, afirma. A ambição, segundo ele, é ocupar um espaço cada vez mais relevante à mesa de decisão das companhias, fazendo com que planos de comunicação, posicionamento institucional e campanhas nasçam já integrados à lógica do negócio, e não apenas à sua divulgação. Marco Aurélio Cabral, da Engaja Comunicação: novo arsenal tecnológico tende a transformar de maneira estrutural a forma como a comunicação corporativa é pensada, executada e conectada ao negócio Soluções de automação para sistemas de comunicação e marketing de clientes
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