Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 202 Imersão na nova tecnologia digital e treinamento contínuo in-house Criada há 7 anos, a Kubix Estratégia & Comunicação adotou a inteligência artificial antes da onda ChatGPT, por meio da prática de monitoramento e análise de mídia baseada em ferramentas digitais capazes de organizar e classificar grandes volumes de posts e matérias. Essa experiência, aliada à abordagem de comunicação integrada e multicanal, facilitou mais recentemente a incorporação dos recursos da IA generativa à rotina da agência. “A IA hoje permeia praticamente todo o nosso fluxo de trabalho”, diz o sócio-diretor Gerson Penha, jornalista com passagem por grandes redações que migrou para a comunicação corporativa – e digital – no início dos anos 2000. “Temos um novo padrão de produtividade, e esse é um caminho sem volta”, completa. A IA já auxilia os times da Kubix na elaboração do planejamento estratégico, no monitoramento e análise do material publicado sobre o cliente, no suporte à produção de conteúdo digital e na ideação de peças visuais (imagens e vídeos). Para apoiar a imersão na nova tecnologia, a agência implementou um processo de treinamento contínuo in-house, com workshops a cada 15 dias. Entre as ferramentas, a opção da Kubix foi pelo ecossistema do Gemini, integrado ao pacote Google Workspace, que está acoplado até mesmo ao e-mail dos profissionais da agência. O arsenal inclui, ainda, a versão business do ChatGPT e ferramentas como o Stilingue (monitoramento e análise) e o Asana (gestão de trabalho). “Só não usamos IA na área administrativa. Ao menos por enquanto”, conta Penha, que desde o ano passado é professor de cursos de pós-graduação sobre inteligência artificial e comunicação corporativa na Faculdade Cásper Líbero. “A possibilidade de agilizar e automatizar tarefas operacionais com o uso de IA muda o perfil do comunicador”, analisa. “O foco agora é mais estratégico, exigindo do profissional principalmente capacidade de análise, curadoria e edição”. Para ele, a supervisão humana segue sendo essencial em todas as etapas. “A IA ainda tem muitas falhas e produz referências e conteúdos padronizados na linguagem e na estrutura”, explica. “O diferencial no serviço apresentado ao cliente é justamente o talento e a competência do profissional de comunicação”, completa. Gerson Penha, da Kubix Estratégia e Comunicação: possibilidade de agilizar e automatizar tarefas operacionais com o uso de IA muda o perfil do comunicador

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