Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 203 Política de uso e ferramentas homologadas em diversas tarefas e funções Com um time formado em cerca de 60% por profissionais das gerações Y e Z (nascidos após 1981), seria natural encontrar na equipe um número relevante de early adopters quando o assunto são tecnologias disruptivas. Foi por isso que, assim que começou o burburinho em torno da inteligência artificial, em 2023, a direção do Grupo In Press tratou de se debruçar sobre o tema. “Fizemos um censo interno para saber quem e como usava a ferramenta”, lembra Roberta Machado, presidente-executiva do Grupo In Press. “A partir daí, elaboramos uma Política de Uso, registrada no Departamento de Pessoas & Cultura da empresa, que já passou por duas atualizações”. Antecipar- -se a uma onda que já estava ganhando força no mercado conferiu ao Grupo uma espécie de vacina contra mau uso da tecnologia, em um ambiente no qual a concorrência é bastante acirrada e os dados valem ouro. Hoje, o Grupo In Press atua com 13 ferramentas homologadas em diversas tarefas e funções no dia a dia de seus cerca de 500 funcionários. A lista inclui desde aquelas vinculadas ao Google Workplace (Gemini e Notebook LLM) e ao ChatGPT, até a Perplexity, com seu chatbot que permite vasculhar a rede em busca de dados qualificados de textos, e a Leonard, usada para imagens. Além do fato de contar com early adopters, ela diz que a adesão à IA foi um caminho facilitado pela jornada de aprendizagem iniciada dois anos antes com o movimento de transformação digital. Todos esses passos foram mediados por consultorias especializadas, como a Distrito. Como saldo, Roberta enumera pontos que tiveram impacto na melhoria da produtividade e na qualidade das soluções apresentadas pela equipe. “Temos um Comitê de Inovação, mas todos os nossos funcionários são estimulados a trazer ideias e insights capazes de tornar nosso trabalho ainda melhor”. Desse processo, típico da Economia da Colaboração, resultaram o desenvolvimento de produtos estratégicos para a retenção e atração de clientes, como soluções baseadas em GEO e AEO. São processos centrados em agentes de IA capazes de mapear a rede para avaliar a reputação de marcas e indivíduos de uma forma mais analítica. Mesmo depois desse mergulho profundo no universo tecnológico, ela destaca a importância do fator humano e afasta a possibilidade de a IA gerar cortes de pessoal, especialmente nas funções de entrada (estagiários e assistentes), uma tendência que começa a ganhar força no setor. “Não vamos deixar de formar nossa mão de obra”, diz. “Nós temos compromisso com o desenvolvimento de talentos e, em vez de eliminar pessoas, delegamos às máquinas as tarefas operacionais repetitivas, concentrando cada vez mais profissionais em atividades estratégicas”, diz. Roberta Machado, do Grupo In Press: funcionários estimulados a trazer ideias e insights capazes de tornar o trabalho ainda melhor
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