Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026

Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 213 “Ano eleitoral é sempre um momento decisivo para a construção de agenda pública. É quando prioridades começam a ser desenhadas, compromissos são assumidos e propostas ganham espaço no debate político”. A definição, em artigo no Linkedin, é de Liliane Pinheiro, sócia e CEO da Oficina Consultoria, de Brasília, especializada em relações públicas, reputação e influência, consultoria de negócios, advocacy e crise, três vezes vencedora do prêmio TOP Mega Brasil e do Troféu Jatobá PR de 2025. A afirmação de Liliane Pinheiro é, de certa forma, uma resposta a uma das questões colocadas pelo título deste artigo: por que 2026 é um ano desafiador para a comunicação corporativa? Porque, lá pelo meio deste ano, quanto esta publicação estiver circulando, estará em realização a Copa do Mundo de Futebol masculino, reunindo as seleções nacionais de 48 países, a maior já realizada desde a sua primeira versão no longínquo ano de1930, no Uruguai. E a seleção brasileira, que já brilhou muito na competição, ao ponto de ser pentacampeã, estará disputando o hexa. Se chegar lá, o humor do País terá combustível para alimentar um certo conforto nacional, apesar de a seleção nacional ser composta por jogadores que atuam fora, fenômeno antigo, aliás. Mas também temos que considerar a hipótese de a seleção brasileira não chegar lá, o que poderá colocar pimenta no humor nacional. Não podemos esquecer que atravessamos um ano em que haverá eleições que decidirão os rumos da pátria. Tudo indica que serão pleitos disputadíssimos, em que estarão em jogo o futuro de governadores de Estados, Assembleias Legislativas, a composição da Câmara dos Deputados, dois terços dos senadores e a própria Presidência da República. Serão eleições que decidirão a inclinação do País, mais para a esquerda ou para a direita, e suas relações com o resto mundo. No plano internacional, 2026 começou nada pacífico, em função das impetuosas intervenções militares do presidente dos EUA, Donald Trump, primeiro na nossa vizinha Venezuela, que se restringiu às bem- -sucedidas captura, retirada do país e início de julgamento em Nova York, do ditador Nicolás Maduro e sua esposa Célia Flores. Consumada a captura, a vice-presidente do país, Delcy Rodrigues, assumiu o comando e, desde então, sujeita-se às orientações de Trump, especialmente em questões relativas ao petróleo. valha POR QUE 2026 É UM ANO DESAFIADOR PARA A COMUNICAÇÃO CORPORATIVA?

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