ELEIÇÕES Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 216 Ano de eleição é mais curto “O ano começou mais intenso porque tem Copa do Mundo e eleições”, disse Ciro Dias Reis, diretor da Imagem Corporativa. “Ano de eleição é mais curto. Depois do mês de agosto a busca por projetos costuma desacelerar, embora algumas empresas antecipem as decisões”, constata. Seguindo a tendência das maiores empresas do setor, a Imagem Corporativa tem diversificado as atividades. Há um ano criou uma área de pesquisa, contratando um profissional da área; tem apostado em projetos internacionais em public affairs e PR; agregou-se a uma agência que opera na América Latina, a Latam Square, mantendo o setor de relações com a imprensa como a “vaca leiteira” da empresa. Refinando sua própria política de comunicação com o mercado, apresenta em seu site temas que desafiam as empresas em geral. Lançou, ainda no ano passado, o IC Trends 2026, “um material exclusivo com os movimentos que começariam a redesenhar a comunicação das empresas” nos 12 meses seguintes. O material traz uma visão sobre “comunicação interna, ESG, IA com governança, mensuração de influência e o impacto do ano eleitoral na relação com públicos estratégicos”. Engajamento de toda a sociedade A Oficina, de Liliane Pinheiro, citada no início deste texto, e outras duas sócias, Natália Lima e Patrícia Marins, fundada há oito anos, hoje com escritórios em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, é mais um exemplo de como , ao longo de sua evolução, empresas de comunicação ampliam a sua área de atuação, Desde meados do ano passado, a Oficina agregou aos seus serviços de agência de comunicação os de consultoria de reputação e negócios, com o objetivo de gerir, de forma estratégica, a imagem e a influência dos clientes. Ao dar esse passo, a empresa criou o que chama de “rede de reputação e influência”, uma plataforma com capacidade para reunir e oferecer serviços em diversas áreas dos clientes em sua relação com o público e variadas instâncias de poder, político e econômico. Atualmente, cerca de 40 empresas de comunicação, espalhadas pelo País, especializadas em inúmeros tipos de serviços, fazem parte dessa rede, oferecendo a realização, entre outros, de pesquisas, ações para comunidades, economia de colaboração, tecnologias, inteligência artificial. “É um sistema que potencializa negócios”, segundo a sócia Patrícia Marins, fundadora da Oficina. Como outras empresas do setor, a Oficina também desenvolve uma área de publicações, sob a forma de e-books, voltadas para temas gerais que podem impactar as atividades das empresas, como Tendências para a gestão da Reputação-2026, Brasil, um ano crítico: análises estratégicas para 2026 e Dieta da Comunicação. A Oficina mantém, há cinco anos, o videocast Arena de Ideias, apresentado por profissionais da empresa, no qual convidados debatem inúmeros temas e tendências do momento. Em seu artigo, citado no início desta matéria, Liliane Pinheiro reflete sobre a importância dos pleitos que se realizarão no Brasil no final deste 2026, ressaltando a importância do engajamento de toda a sociedade nos debates nas eleições: “Quando empresas, associações e lideranças se organizam para apresentar diagnósticos consistentes e caminhos possíveis, elas ampliam a qualidade do debate público e colaboram para políticas Liliane Pinheiro, da Oficina: o desafio está justamente em transformar interesses setoriais em agendas que também gerem valor público
RkJQdWJsaXNoZXIy NDU0Njk=