Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026

Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 217 mais conectadas com a realidade econômica e social. O desafio está justamente em transformar interesses setoriais em agendas que também gerem valor público”. Um apelo, nas palavras de Liliane Pinheiro, para que os debates eleitorais que estão por vir gerem mais luz e discussões sobre o futuro do País do que simplesmente pugilatos entre partidos e candidatos. Demanda por consultoria estratégica “O ano de 2026 começou trazendo um cenário bastante desafiador para o Brasil, apesar das oportunidades que vêm com ele”, analisa Rosa Vanzella, CEO do Grupo Burson Brasil, formado pelas agências de PR Burson, Ideal Axicom, JeffreyGroup e Máquina, que mantém cerca de 250 clientes no Brasil e soma cerca de 740 clientes em vários países da região. “Temos um cenário global diferente e ainda mais impactante do que em 2025, o que traz reflexos para todo o mundo e para a economia, sem dúvida”, acrescenta. Ao falar de Brasil, Vanzella reconhece que “eleições gerais sempre movimentam o mercado, não apenas pelo impacto econômico, mas porque as empresas ficam ainda mais atentas à construção de reputação, gestão de riscos, posicionamento institucional e relacionamento com stakeholders em um ambiente naturalmente mais sensível e polarizado”. Esse quadro, segundo ela, costuma gerar demanda por consultoria estratégica, comunicação corporativa e reputacional e inteligência de dados. “Teremos também a Copa do Mundo, um torneio mais longo do que o normal, mas que proporciona um momento global de enorme atenção e engajamento. Embora não realizada no Brasil, grandes marcas ativam campanhas, projetos digitais, experiências e conteúdos conectados ao evento”, lembra, acrescentando que, para seu grupo, essa movimentação representa uma janela importante para propostas especiais, ativações, branded content e ações integradas que conectem marcas, cultura e audiência. “Em relação ao cenário econômico, somos bastante realistas e ao mesmo tempo otimistas”, afirma. Para ela, “o ano tem dois vetores relevantes – o ambiente político e um evento global de altíssimo impacto cultural – que tendem a impulsionar oportunidades de comunicação integrada, reputação e projetos especiais com nossos clientes”. Mostrou estar atenta à possibilidade de as guerras da Ucrânia x Rússia e dos Estados Unidos e Israel x Irã impactarem os negócios do grupo na nossa região: “O cenário global é bastante complexo e cada dia mais impactante. Não dá para fazer uma previsão nesse sentido, mas é para ele que temos que olhar atentamente”. O argumento como ponto principal “Para nós, o argumento é o ponto principal das mensagens que construímos para nossos clientes”, revela o inglês Roger Darashah, sócio-fundador da Latam Intersect PR em parceria com a brasileira Cláudia Daré. A empresa se define como “agência de relações públicas na América Latina que ouve, entende e tropicaliza as marcas de seus clientes para se adequarem à vida da população da região”. Seu objetivo é “criar conexões poderosas entre marcas globais e o público latino-americano... abrindo espaço e oportunidades para gerar impacto significativo e crescimento sustentado em toda a região”, como apregoa o site da empresa. “Nas campanhas para nossos clientes, proRosa Vanzella, do Grupo Burson Brasil: as empresas ficam ainda mais atentas à construção de reputação, gestão de riscos, posicionamento institucional e relacionamento com stakeholders em um ambiente mais sensível e polarizado

RkJQdWJsaXNoZXIy NDU0Njk=