Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026

ELEIÇÕES Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 218 curamos convencer o público-alvo com dados, argumentos, histórias, relacionamento, não por intermédio de publicidade paga, mas levando essas informações para as mídias sociais, ações de relações públicas, eventos e espaços similares”, explica ele. O conteúdo das peças fala de amor, de trabalho, de crianças, reproduz conversas travadas no dia a dia entre as pessoas, e mostra, ao final de cada uma, a mensagem do cliente. “Criamos a ponte entre o cliente e seu público-alvo”, relata, reforçando que o ponto forte da narrativa deve ser sempre um argumento que convença o consumidor. A expertise da agência em América Latina atrai clientes internacionais pouco conhecedores da região e o know how por ela acumulado sobre o mercado latino lhe dá, de acordo com Darashah, a liberdade de calibrar as campanhas à sua maneira. Tudo o que se refere à América Latina não escapa à percepção de Darashah, como mostra artigo assinado por ele e sua sócia, publicado nesta edição do Anuário da Comunicação Corporativa, à página 230. Diz a abertura do texto: ”A América Latina está ganhando manchetes. A participação de Bad Bunny no show do intervalo do Super Bowl deste ano foi apenas o exemplo mais recente. Durante a apresentação, o porto-riquenho tornou-se o primeiro artista a conduzir todo o espetáculo, que culminou em um desfile de bandeiras nacionais de toda a região. 33 países nomeados um a um. A América Latina estava, literalmente, sendo colocada no mapa”. Vale a pena reproduzir mais um parágrafo do artigo para conceituar a visão dos autores sobre a região: “Se analisarmos a América Latina sob o ponto de vista econômico, a região representa um território cada vez mais estratégico, por sua população crescente e próspera, pela ausência de conflitos armados entre nações e pela disponibilidade de commodities comercializáves (como soja e petróleo), mas também de metais de ’terras raras‘, como o lítio, que se tornaram um componente indispensável da transição energética”. Pois esse “território cada vez mais estratégico”, segundo a definição de Darashah e Daré, tem sido obrigado a conviver com um presidente norte-americano, Donald Trump, que não esconde sua intenção de que os demais países do continente alinhem-se às políticas dos EUA. Ainda no primeiro semestre, inclusive, Trump promoveu uma reunião de cúpula com países com governos conservadores da região, o “Escudo das Américas”, com o objetivo de combater a ação dos cartéis de drogas e a forte presença da China na região como importadora de alimentos e bens não duráveis e projetos de infraestrutura como ferrovias e portos – registre-se que Brasil, Uruguai, México e Canadá não participaram do encontro, talvez por serem avessos a tutelas por parte dos EUA. Na visão de Darashah, a “América Latina era um ponto cego para os americanos”. Tão cego que, segundo ele, a Latam Intersect PR tem mais clientes na Europa e na Ásia do que nos EUA. Analisando as eleições congressuais que serão realizadas nos EUA – que provocarão a renovação total da Câmara dos Representantes e de um terço do Senado Federal –, julga que o Partido Republicano, concorde-se ou não com ele e Trump, tem ideias, protagonismo, ao contrário dos democratas, aos quais, pelo menos no momento, faltam propostas que transmitam esperanças. Chama-lhe a atenção como o presidente Luís Inácio Lula da Silva posiciona-se frente a Trump, evitando polemizar com o presidente dos EUA e mantém-se como um dos líderes com destaque mundial a não ser criticado pelo mandatário norte-americano. Para a Copa do Mundo de futebol, a Latam Intersect PR preparou estratégia que será baseada na performance das seleções dos países onde tem clientes. Vai propor a estes ações que aproveitem os resultados obtidos pelas seleções dos países em que a agência e clientes estão presentes, exaltando vitórias, avanços na classificação do torneio e reconhecer o esforço dos futebolistas em caso de desclassificação, se for o caso, é claro. Engajamento e convivência A competição também mexe com a estratégia de vendas da Nestlé do Brasil, segundo a área de Comunicação da empresa. “A Nestlé construiu, ao longo do tempo, conexões genuínas com os consumidores brasileiros, estando presente em 99% dos lares do País, segundo a Kantar Worldpanel. Essa proximidade se reflete em um portfólio amplo, que acompanha diferentes momentos e ocasiões de consumo ao longo da vida das pessoas”, informa a Comunicação da Nestlé do Brasil. Dentro dessa visão, a Nestlé do Brasil entende que “eventos como a Copa do Mundo naturalmente criam momentos de maior engajamento e convi-

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