ELEIÇÕES Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 220 ração Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização. A entidade é uma associação civil com atuação em todo o território nacional, que congrega quatro federações: Federação Nacional de Seguros Gerais (FenaSeg), Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap). Por meio dessas entidades, a CNseg representa 130 empresas dos segmentos de seguros, previdência privada aberta, vida, saúde suplementar e capitalização. “Entre os principais destaques para essa previsão estão o crescimento acima de 7% no seguro de automóveis, que reflete o aquecimento no emplacamento de novos carros; o seguro habitacional, com expectativa de crescimento de 12,8%; e o que chamamos de seguros de pessoas (vida, prestamista, viagem, entre outros), com perspectiva de crescer 7,4%, além da saúde suplementar, que deve crescer 9%. Nossa projeção, enfim, prevê um aumento de 5,7% para o mercado segurador em 2026”, prevê Oliveira. Só o segmento cobertura de pessoas, que inclui previdência, vida e viagem, deve recuar 0,4%. Oliveira destaca que esses números são revisados periodicamente, ao longo do ano, para incluir novas variáveis que possam impactar o setor ou desvio de projeções em tradicionais indicadores econômicos, como o PIB. E acrescenta um alerta: “No momento, há fatores relevantes no cenário internacional, como os conflitos no Oriente Médio, que pressionam a inflação – especialmente por meio do aumento dos preços do petróleo, além de gerar escassez de insumos agrícolas”. Para ele, o mais importante é que, apesar de um crescimento menor que nos últimos anos, e mesmo com uma perspectiva ruim para a previdência, descontada a inflação, o setor vai seguir crescendo. Na sua análise, considerando uma inflação projetada de 4,08% em 2026, o crescimento nominal de 5,7% representaria uma expansão real de quase 2%, o que caracterizaria um desempenho robusto e disseminado entre diferentes ramos. Como ocorre a cada eleição majoritária, a CNseg elaborará um documento com propostas do setor aos candidatos à Presidência e aos governos estaduais com “o objetivo”, segundo suas palavras, “de reforçar a importância do seguro como instrumento de proteção social, de desenvolvimento e de resiliência econômica”. Perguntado, Oliveira manifestou preocupações sobre como o cenário político internacional pode afetar o setor: “Quando há incertezas no ambiente global de negócios, invariavelmente o Brasil sente algum impacto. Contudo, o seguro é um produto de proteção social e financeira que trata do dia a dia das pessoas. Por isso, apesar das adversidades, ainda estamos prevendo um ano de crescimento real”. Mais uma pergunta: há preocupações com os conflitos geopolíticos? “Sim. Tensões como os conflitos entre Rússia e Ucrânia e no Oriente Médio impactam diretamente segmentos ligados ao comércio exterior, como seguro de crédito, e afetam o mercado doméstico de forma indireta. Entre os efeitos observados estão o aumento do custo de insumos agrícolas, como fertilizantes e diesel, o que eleva os riscos no setor agropecuário; maior exposição a riscos no transporte de cargas, devido ao encarecimento das mercadorias; e desaceleração do seguro-viagem, influenciada pelo aumento dos preços das passagens aéreas. Esses são alDyogo Henrique de Oliveira, da CNseg: fatores relevantes no cenário internacional, como os conflitos no Oriente Médio, pressionam a inflação, especialmente por meio do aumento dos preços do petróleo, além de gerar escassez de insumos agrícolas
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