ELEIÇÕES Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 222 Dentro de nossas fronteiras, a disputa eleitoral, que já se desenhava desde o começo do ano, se não antes, entrará em plena ebulição, com a intensificação de comícios, carreatas, passeatas, programas eleitorais no rádio e na televisão aberta. Mobilizará eleitores dispostos a agitar bandeiras e partidos e candidatos tentando influenciar a maioria que prefere acompanhar de longe todas essas manifestações e decidir mais perto da boca de urna sobre em quem votar. Pelo que se desenhou neste primeiro semestre, será uma disputa ferrenha, pelo menos ao nível da cadeira máxima da República, a presidencial, instalada no Palácio do Planalto. Claro, todas as demais cadeiras, do Congresso Nacional e dos governos e assembleias estaduais, também serão disputadas acirradamente. A disputa mobilizará uma parcela das agências de comunicação, para espraiar, ao máximo, as propostas dos candidatos que as contratarem, em todos os meios possíveis em que notícias e peças de divulgação possam ser veiculadas. É um campo de atuação que se alarga, especialmente desde a contínua expansão da presença das mídias sociais em computadores, cell phones e similares. Rica plêiade de recursos Os meios de divulgação oferecem uma rica plêiade de recursos para a imaginação dos profissionais de criação e aos especialistas na difusão de mensagens político-eleitorais. A expansão das possíveis formas de divulgação de campanhas, inclusive, multiplicará os esforços da Justiça Eleitoral para evitar abusos e descumprimentos da legislação. Nesse campo, cabe sempre a pergunta: haverá renovação nas peças publicitárias que serão divulgadas nas TVs abertas de televisão e nas rádios? Ou vão se repetir os mesmos roteiros de sempre, que, muitas vezes, tendem a afastar os eleitores em vez de prender a sua atenção? Os formuladores das campanhas brasileiras acompanharão o que será desenvolvido nas disputas dos EUA, em busca de alguma inspiração, embora as mid terms nos Estados Unidos se concentrem só nas eleições legislativas daquele país? É provável que alguma inspiração cruze a linha do Equador. As guerras atuais no mundo – as que continuarem campanha eleitoral brasileira a dentro – pelo menos tangenciarão a disputa tupiniquim? Claro que as empresas brasileiras e as internacionais instaladas no País, sejam de que ramo forem, bens de capital ou de consumo, acompanharão de perto as disputas eleitorais nas nossas fronteiras, apesar de quase todas não explicitarem em público as suas preferências. O governo que sairá das urnas será mais favorável ao trabalho ou ao capital ou será sensível aos dois lados? Essa questão estará no centro da disputa. Por sua vez, as empresas exportadoras para os EUA, em particular, certamente terão alto interesse sobre o que ocorrerá nas fronteiras norte-americanas. As bases do governo Trump no Congresso se enfraquecerão ou não? A nova composição no legislativo norte-americano terá peso para influenciar nas tarifas de importação dos EUA? Essa é uma questão fundamental para as empresas que exportam seus produtos para o mercado ianque. Enfim, concentrar-se-ão, no segundo semestre de 2026, acontecimentos capazes de influenciar os desdobramentos políticos e econômicos do País. Bem como no mundo, principalmente em função das eleições legislativas nos EUA, que podem vir a pôr em xeque, ou não, o mandato de Donald Trump, com sérias repercussões no mundo todo. De olho na China Acompanhar os desdobramentos dos acontecimentos, aqui e no mundo, tem exigido rastrear permanentemente a movimentação da China. O gigante asiático é o destino de quase 30% das exportações brasileiras, US$ 100 bilhões, sendo nosso principal importador, especialmente de commodities, e tem um significativo programa de investimentos no País, especialmente em infraestrutura e indústria automobilística. Também projeta investimentos por toda a América Latina, dentro de seu programa internacional, a Iniciativa Cinturão e Rota da Seda, que visa conectá-la a todos os continentes para incrementar seu comércio e seu relacionamento global – o Brasil, registre-se, apesar de contar com significativos investimentos chineses, não se alinhou oficialmente a esse programa, embora faça parte dos Brics. O Brics é uma organização internacional que reúne China, Brasil, Rússia, Índia e África do Sul e que está atraindo outros países. Tem na liderança de seu banco, o NBD (Novo Banco de Desenvolvimento) a ex-presidente brasileira Dilma Roussef. Donald Trump já criticou a entidade quando seus membros começaram a transacionar entre si usando suas próprias moedas, abandonando o
RkJQdWJsaXNoZXIy NDU0Njk=