Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026

Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 223 dólar, tradicional divisa do comércio internacional cujo predomínio, pelo menos no hemisfério ocidental, reforça sua influência sobre a região. Mas a moeda chinesa, o yuan, já ultrapassa o dólar se considerarmos a Paridade do Poder de Compra – PPC, que mede o custo de vida e as variações de preços entre os países. Dados de 2025 mostravam que, por esse critério, a China tem um PIB-PPC de cerca de US$ 39,44 trilhões, 25% maior que o dos Estados Unidos. Em termos de PPC, também, segundo a revista Science, citada pela jornalista Ana Lucia Azevedo, em O Globo de 12/4/2026, a China investiu em pesquisa, em 2024, US$ 1,03 trilhão, enquanto os EUA aplicaram US$ 1,1 trilhão. São dados que demonstram que, apesar dos discursos que tentam manter hegemonias intactas, o mundo eppur si muove – no entanto se move, segundo as palavras de Galileu Galilei, ao renegar, sob pressão da Inquisição, que a terra girava em torno do sol, que não era o centro do Universo. As hegemonias também se movem e a presença da China, relacionando-se e comercializando com todo o mundo, com presença até na exploração do espaço, é uma mostra disso, dos novos desafios que se desenham à frente dos países e de suas empresas. Correção ou aprofundamento de rumos Atualmente, as empresas, ao planejarem suas políticas de comercialização de bens e serviços, ou dos dois, têm, mais do que nunca, que levar em consideração essas realidades, especialmente se importam ou exportam. Se operam apenas no mercado interno, têm de ficar atentas à concorrência, que pode aterrissar em seus espaços de negócios, às vezes inesperadamente. Essa é uma preocupação, também, para as agências de comunicação, que propagam as mercadorias ou serviços dos clientes nos meios de comunicação – meios estes que se expandem como nunca, abrindo espaço para enorme variedade de conteúdos e de públicos. Atualmente, a filiação das agências mais importantes aos grandes grupos de comunicação mundiais torna esse desafio mais administrável, pois têm acesso às estratégias globais de seus clientes. Ano eleitoral, enfim, é um período de desafios, no qual os países em que os sufrágios ocorrem põem em debate os caminhos para a continuidade do desenvolvimento de suas sociedades, com correção ou aprofundamento de rumos. É um período em que as sociedades deveriam analisar, em profundidade, seus defeitos e suas qualidades e decidir os caminhos a seguir. É um momento, ou deveria ser, de reflexão. Um momento em que os departamentos de comunicação das empresas, sejam de que setores forem, devem acompanhar e informar as suas direções das questões que estarão em jogo nas urnas eleitorais. E as agências de comunicação têm, diante de si, a oportunidade de abastecer os clientes com uma ampla visão das alternativas que estarão em jogo nas urnas. (*) Luiz Roberto Serrano é jornalista formado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), foi repórter nos jornais Folha da Tarde, Gazeta Mercantil e no semanário Opinião; editor de Economia nas revistas IstoÉ, Exame e Veja; editor no programa Crítica & Autocrítica da Gazeta Mercantil/TV Bandeirantes; assessor de imprensa do senador Fernando Henrique Cardoso; assessor de imprensa do presidente do PMDB, Ulysses Guimarães na Campanha das Diretas; diretor superintendente da antiga Empresa Brasileira de Notícias (EBN), atualmente, Empresa Brasil de Comunicação (EBC); organizador e apresentador de seminários no Valor Econômico; coordenador editorial da Superintendência de Comunicação Social (SCS) da Universidade de São Paulo SP e editor do Jornal da USP; sócio da Serrano Associados Assessoria de Comunicação.

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