Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 241 A comunicação com a sociedade está ganhando nova dimensão na área da saúde. Reconhecida como instrumento fundamental de apoio para o segmento, a disciplina ganhou ainda mais destaque com a pandemia, que expôs de maneira mais impactante os reflexos tanto da falta como dos excessos de informação – principalmente quando mal formatada –, processo conhecido como infodemia. Mais ainda, o período trouxe luz ao tamanho do prejuízo provocado por desinformação, incluindo desde aquelas geradas por desconhecimento puro e simples até fake news maliciosas. No artigo Comunicação em Saúde: um pilar estratégico para a promoção do bem-estar coletivo, publicado na revista científica Organon no início do ano, Mateus Henrique Dias Guimarães, mestre em Enfermagem e Atenção Primária à Saúde e membro da International Epidemiological Association (IEA), resume o papel da comunicação em saúde como ferramenta essencial para a promoção do bem-estar coletivo, dado o seu papel em garantir o acesso à informação e promover a saúde pública. “Vai além de transmitir dados: trata-se de construir entendimentos, orientar condutas e influenciar escolhas individuais e coletivas, indo desde a educação em saúde até o apoio no enfretamento de crises sanitárias”, defende o autor. Por isso, deve ser clara, objetiva e adaptada à realidade de quem a recebe e, quando bem executada, fortalece a relação entre profissionais de saúde e pacientes, melhora a adesão aos tratamentos e contribui para decisões conscientes sobre cuidados e prevenção. Mais ainda: é um processo bidirecional e inclui não só “falar”, mas escutar. “Os profissionais precisam avaliar se as mensagens foram compreendidas e acolhidas, o que reforça a importância da escuta ativa, do diálogo e da sensibilidade à diversidade”, acrescenta.
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