COMUNICAÇÃO NA SAÚDE Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 242 Cuidados e desafios também foram destacados. “Na era digital, plataformas como redes sociais (...) ampliaram o alcance das informações, mas a facilidade de acesso exige mais responsabilidade no combate à desinformação e na checagem dos conteúdos compartilhados”, ressaltou. Ele lembra que a centralidade da saúde em crises como a da Covid-19, para informar corretamente sobre sintomas, transmissão, prevenção, isolamento e vacinação, ajudou a conter o avanço da doença, mas enfrentou desafios no Brasil, como mensagens desencontradas, disputas políticas, falta de planejamento e pouca transparência, contribuindo para a disseminação de desinformações, principalmente por redes sociais. Por outro lado, a crise evidenciou a importância dos cientistas na comunicação direta com a sociedade. Mesmo fora de crises, Guimarães lembra que a comunicação atua como elo entre o sistema de saúde e a comunicação em relação ao enfrentamento de questões como doenças crônicas e saúde mental: “Campanhas educativas podem melhorar a adesão ao tratamento, estimular hábitos saudáveis, reduzir complicações e combater estigmas. A disseminação qualificada de informações de relevância, conteúdos que orientam decisões, previnem doenças, fortalecem comportamentos saudáveis e auxiliam na busca por atendimento médico, têm impacto direto na qualidade de vida pessoal e promoção do bem-estar coletivo”. Um dos reflexos da maior atenção dada à comunicação pelo setor de saúde é o crescimento de cursos especializados no segmento. O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mantém mestrado e doutorado na área e criou em 2024 o programa Comunicação em Saúde – Atualização, com 36 horas e objetivos como discutir tendências da comunicação contemporânea e sua influência na criação e redefinição de valores e práticas relacionadas à saúde. Este ano, o tema, destinado a profissionais da área, incluindo meios de comunicação e comunicadores populares, avançou para 180 horas. Outra oferta de 2026, o curso Comunicação e Saúde em Tempos de Desinformação, com 80 horas, busca qualificar profissionais graduados que trabalham com comunicação e saúde para atuarem em contextos de desinformação. Instituições como a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Passo Fundo (RS), e Cruzeiro do Sul também oferecem formação na área. Autoridade e responsabilidade As orientações defendidas no artigo de Guimarães são as mesmas que embasam as estratégias de comunicação das instituições do setor. “A comunicação é fundamental para levar informação verdadeira, com qualidade e inteligível, para empoderar a população e permitir ao paciente a melhor gestão da saúde”, diz Debora Pratali, diretora executiva de Comunicação Institucional no Einstein Hospital Israelita, cuja credibilidade e autoridade, como 16º Estratégia COMUNICAÇÃO DE ALTO IMPACTO inteligência artificial na era da
RkJQdWJsaXNoZXIy NDU0Njk=