Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 243 melhor hospital do mundo, contribuem para o processo – mas demandam, em contrapartida, maior responsabilidade na propagação da informação. O estrago da desinformação durante a pandemia, que levou muitos indivíduos a passarem longe da vacinação em postos de saúde, foi um dos momentos em que a instituição foi desafiada a fazer uso de suas forças. “Recebíamos toneladas de desinformação pelo monitoramento. Todo mundo falando besteira, como a questão da cloroquina, sobre a qual fizemos pesquisa que mostrou que não adiantava para este caso”, lembra Debora. O processo de desmistificação de fake news usou a carta da autoridade por meio de vídeo com o presidente do Einstein, Sidnei Klajner, apresentando ponto a ponto o que funcionava ou não. O material foi enviado a todos os veículos de comunicação e publicado nas redes internas da marca. “A estratégia da instituição leva em conta a autoridade, o que, em contrapartida, reforça a responsabilidade na comunicação com qualidade”, pondera. Hoje, a missão estratégica da comunicação é pautada pelo mote “levar uma gota de Einstein para cada ser humano”. Um dos principais objetivos é mostrar a expansão da bandeira para a saúde pública – o Einsten hoje soma mais leitos no Sistema Único de Saúde (SUS) do que particulares. No total, a instituição gere 34 unidades públicas, incluindo cinco hospitais em São Paulo, dois em Goiás, um em Salvador (BA) e outro em Cuiabá (MT), AMAs (unidades de Assistência Médica Ambulatorial) e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). O processo é ligado ao Programa de Desenvolvimento do SUS (Proadi), do Ministério da Saúde, e inclui ainda missões como a que leva assistência à região Norte, com médicos e telemedicina, incluindo aplicativos como um destinado a entender por imagem se uma picada na pele foi causada por animal peçonhento. “Precisamos mostrar que, além de hospital de elite, grande parte do trabalho está no sistema público de saúde”, destaca a diretora. As unidades públicas sob gestão do Einstein são um dos alvos de instrumentos de comunicação preparados pela equipe, com iniciativas como o jornal Acontece, preparado especificamente para cada uma e disponibilizado nas recepções. O exemplo mostra a abundância de ferramentas empregadas pela casa e o olhar voltado à aproximação com cada público. Um dos casos mais emblemáticos é o programa Repórter Paraisópolis, que reúne formação de mais de 100 jovens da comunidade vizinha à sede do hospital em São Paulo (SP) para a pauta e a publicação de oito edições da revista semestral Mais Saúde na Quebrada, com mentoria da equipe de comunicação do Einstein e 10 mil exemplares por edição. “A aderência é maior se ouvirmos os públicos para criação conjunta”, defende Debora. A iniciativa agora vai ser expandida para desenvolvimento e treinamento de cerca de 40 produtores de conteúdo de todo o Brasil, com foco em outras comunidades vulneráveis. “Costumamos fazer isso com jornalistas e agora vamos trazer quem tem uma rádio ou rede interna para conhecer várias áreas da instituição”, diz ela. “Se levam informações erradas, é um desserviço”. O combate à desinformação também deve ser reforçado este ano em movimento a ser lançado junto da AberDebora Pratali, do Einstein Hospital Israelita: comunicação é fundamental para levar informação verdadeira e empoderar a população
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