COMUNICAÇÃO NA SAÚDE Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 244 je, com evento para debater desafios e agenda da saúde hoje reunindo profissionais de comunicação e de saúde. A monitoria por vários canais contribui para o trabalho proativo de respostas a ruídos comunicacionais relacionados à saúde, tanto em temas permanentes, como vacinas, quanto em questões mais pontuais, como comentários em redes sociais, que podem levar o serviço de atendimento ao cliente (SAC) da instituição a entrar em contato com um paciente que se manifeste em redes sociais, por exemplo. “São várias portas de entrada e saída, incluindo plataformas proprietárias para trazer de forma simples e linguajar acessível questões que ajudam pessoas a terem melhor conhecimento sobre saúde”, descreve Debora. Para o público em geral, o portfólio inclui o blog Vida Saudável, com uma espécie de “superglossário” composto de informações curtas e imediatas, com 9,8 milhões de usuários e 12,1 milhões de acessos em 2025. O podcast O que te trouxe aqui, lançado no ano passado com Astrid Fontenelle, está em sua terceira edição e, com 2 milhões de plays, tornou-se o podcast de saúde com maior audiência do País no período. As redes sociais do Einstein somam 272,5 milhões de impressões. Parcerias com big techs entraram no jogo com tópicos de saúde, criados pela equipe de comunicação e avalizados por comitê com médicos, direcionados a Google, YouTube e Alexa, assistente inteligente da Amazon. No caso do Google, a preparação de mais de 2 mil verbetes contribuiu para a apresentação de resumos sobre temas buscados na plataforma. Vídeos com médicos discorrendo sobre diversos assuntos estão presentes no YouTube e a parceria com a Alexa rendeu case premiado pelo Prêmio Jatobá PR no ano passado – são mais de 1,6 mil condições de saúde disponíveis na IA da Amazon. “A inteligência artificial (IA) em saúde não pode alucinar”, justifica Debora. A comunidade científica conta com o Science Arena, plataforma colaborativa com núcleo de jornalistas voltados à ciência que apresenta temas de cientistas brasileiros e produção de instituições como Fiocruz ou Instituto Butantã. Jornalistas são alvo de iniciativas como a Agência Einstein, com matérias sobre saúde, tratamentos, doenças, iniciativas inovadoras, a maior parte tendo como fontes médicos do próprio Einstein. “No começo era usada mais pela grande imprensa, depois fizemos trabalho de apresentação para levar a quem mais precisa, veículos menores de outros estados”, conta a diretora. Hoje, a iniciativa contabiliza mais de 700 veiculações mensais. No ano passado, a instituição obteve mais de 55 mil matérias na imprensa, principalmente voltadas a práticas e projetos inovadores, educação em saúde e prestação de serviço. Na outra ponta, a comunicação também mira colocar o Brasil em patamar relevante na saúde. Nesse caso, a ferramenta é a participação em grandes eventos internacionais, como SXSW e COP, com curadoria de conteúdo e porta-vozes preparados para gerar conversas qualificadas e ampliar a visibilidade – um dos cases de sucesso já apresentados foi a atenção a comunidades vulneráveis na região Norte. Simples funciona melhor No segmento hospitalar, outro case premiado no ano passado envolveu o Hospital Alemão OswalClaudio Sá, da ConteúdoInk: saúde precisa estar dentro da conversa social, com atenção ao que o público quer e precisa saber para tirar dúvidas
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