Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 27 Executivos de 64 agências expressam preocupação com a saturação da informação na comunicação digital e reforçam a importância da construção de mensagens cada vez mais consistentes Gestores de agências de comunicação corporativa e empresas fornecedoras de serviços em comunicação brasileiras foram convidados a analisar o mercado que integram, a partir da leitura de acontecimentos de 2025 ou da previsão de oportunidades para negócios no futuro próximo. O resultado está nas próximas 81 páginas: pensatas de executivos sobre os desafios da comunicação estratégica. Questões sensíveis da reputação corporativa atravessam quase todos os artigos, em que os executivos alertam para a expressão e manutenção da confiança e da credibilidade das organizações em ambiente digital de comunicação tomado pelo ruído: “A velocidade da informação trouxe um paradoxo relevante: quanto mais informação circula, mais escassa torna-se a confiança”. A incontrolável saturação da informação é apontada por boa parte dos autores como um dos maiores dilemas do campo da comunicação. Vivemos cenários voláteis, e o silêncio, há muito tempo, deixou de ser uma opção: “A verdade factual segue sendo essencial, mas já não é suficiente. A percepção, a coerência e a consistência ganham peso determinante”. A discussão, então, centrada na capacidade de conexão da mensagem consistente, não poderia deixar de lado a participação da inteligência artificial nas ações da comunicação corporativa. Pelo terceiro ano consecutivo, a IA está presente em quase todos os textos produzidos para esta seção. O recurso da tecnologia digital é retratado ainda como imprescindível na rotina das agências. Mas com uma sútil diferença, observada na comparação com a abordagem do tema por textos de anos anteriores: a inteligência artificial está cada vez mais subordinada à sensibilidade humana. Colabora, sim, com uma infinidade de tarefas, mas é incapaz de responder às inquietações da humanidade. Dentro do tema da credibilidade e da coerência corporativas, os executivos ainda chamam a atenção para os desafios que envolvem a inserção e a manutenção de seus clientes como protagonistas na nova engrenagem da comunicação regida pelas IAs, agora articulada com prompts e respostas prontas. A disputa pela produção de sentido é acirrada e, segundo os autores, terá visibilidade a marca que se comunicar com consistência e autoridade. A escuta agora vale mais que mil palavras. Esta seção do Anuário expressa o estado da arte das agências brasileiras de comunicação corporativa. Os textos revelam o DNA de cada uma delas e, consequentemente, apontam para as tendências do próprio mercado. As informações aqui reunidas são úteis para contratações de serviços e parcerias de negócios. Os textos foram agrupados em três seções: agências grandes e médias, agências-butique e fornecedores das agências. A distinção entre os dois primeiros grupos segue os critérios que orientam a elaboração do Ranking das Agências de Comunicação, que compõe a Pesquisa Mega Brasil 2026 (veja nas páginas 110 a 176). No primeiro bloco, os depoimentos são ordenados a partir do maior valor de faturamento de cada agência. O segundo e terceiro blocos seguem a ordem alfabética.
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