Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026

Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 60 MERCADO DA COMUNICAÇÃO CORPORATIVA GRANDES &médias Pensando sobre este artigo, fui provocado por uma sócia: “Escreva sobre o que mudou no nosso setor desde a fundação da Analítica, há 15 anos”. Gostei da ideia. Considero que a maior mudança nesse período foi a consolidação da comunicação digital. Poucas áreas da economia foram tão desafiadas quanto a nossa com o surgimento da internet, com as redes sociais e, mais recentemente, com a inteligência artificial. Cada vez mais os profissionais de comunicação precisam pensar com a lógica do digital e estar conectados com as mudanças dinâmicas da tecnologia. Para mim, o aviso veio há vários anos, quando um importante empresário do agronegócio, nosso cliente, vaticinou: “Agora, comunicação é tudo aquilo que podemos enviar pelo WhatsApp”. Citei a frase do empresário porque os clientes tiveram papel fundamental nessa revolução. Hoje, cada um deles precisa atuar como um veículo. A comunicação corporativa deixou de ser mediada apenas pela imprensa. Todas as empresas, entidades, associações e ONGs contam com canais próprios e tentam sensibilizar seus públicos de interesse por intermédio deles. Quem faz essa engrenagem funcionar somos nós, profissionais da área. Um mercado gigante abriu-se para as agências. E para o futuro? Acredito que a base de um bom profissional de comunicação, que é o alicerce das nossas agências, continuará a mesma. Entender o que é notícia e ter capacidade de olhar para o posicionamento do cliente e extrair dali o que é importante para ser comunicado. Buscar entender o Brasil – sua política, economia e sociedade – e ajudar a traduzi-lo é importantíssimo. Ouvir o cliente, entender suas demandas e propor a melhor estratégia é um mantra em nossa agência. Não é à toa que a batizamos de “Analítica”. E, claro, mesmo com todas as IA’s do mundo, o domínio da língua portuguesa é fundamental, tanto na gramática quanto na capacidade de expor ideias. Mas, e as novas habilidades? Vejo surgir um profissional que mistura as já citadas competências fundamentais com as exigidas pelas novas tecnologias de comunicação. Sendo mais claro: capturar um conceito, criar uma estratégia e traduzi-la para diferentes mídias é um desafio diário. Ainda mais para quem, como eu, começou no jornalismo em 1989 e tinha o texto como grande ferramenta. Hoje, a área de comunicação é desafiada todos os dias a se reinventar, sem perder qualidade, bom senso e espírito crítico. A boa notícia é que viver profundamente este momento histórico, e adaptar- -se a ele, é uma aventura incrível. Que venham os próximos 15 anos! Luís Henrique Amaral, sócio-fundador da Analítica Comunicação Os primeiros e os próximos 15 anos

RkJQdWJsaXNoZXIy NDU0Njk=