Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026

Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 62 MERCADO DA COMUNICAÇÃO CORPORATIVA GRANDES &médias Pedro Cadina, CEO da Vianews O cenário da comunicação corporativa em 2026 consolida a transição fundamental da fase de experimentação tecnológica para a maturidade estratégica. Se 2025 foi o ano em que as empresas entenderam o potencial da inteligência artificial (IA), o momento atual exige Return on Intelligence (RoI). Não se trata apenas de mais eficiência, mas de como a tecnologia gera valor real e sustenta a reputação em um ambiente de mudanças aceleradas. Mais do que nunca, uma estratégia eficiente de comunicação em 360°, que abrange dos serviços de relações públicas ao marketing digital e redes sociais, requer a integração profunda também entre dados e sensibilidade humana. Segundo a Pesquisa Tendências da Comunicação Interna 2026, feita pela Aberje, a IA já é uma realidade para 73% dos comunicadores no Brasil, chegando a 80% nas grandes corporações. O uso da tecnologia transcende a automação básica, sendo aplicada estrategicamente para fornecer insights, elaborar notícias e segmentar conteúdos. Ainda segundo o estudo, os benefícios já são tangíveis, com 95% dos profissionais apontando ganho de produtividade e economia de tempo, enquanto 61% destacam o aumento da eficiência operacional. Essa mudança reflete o novo comportamento de um mercado que busca conexões ágeis e personalizadas em meio a um oceano de interações. Nesse novo contexto, a governança e a transparência digital tornaram-se ativos de lucratividade. A integração de áreas para gerar inteligência acionável e a formação de talentos que operem na interseção entre tecnologia e análise de dados são os grandes desafios das lideranças. Marcas que adotam posturas responsáveis sobre o uso de informações reforçam sua credibilidade perante investidores e consumidores, que hoje buscam propósito e coerência. No campo dos talentos, o conceito de Human+- Tech Workplace (local de trabalho humano+tecnológico) se impõe. O cenário exige um ambiente de trabalho com lideranças adaptativas, capazes de equilibrar a produtividade tecnológica com o bem- -estar e o pensamento crítico. Com isso, a comunicação ganha um papel central também na retenção de talentos e na construção de uma cultura organizacional fluida, em que a tecnologia é um meio para potencializar a inteligência humana, e não para a substituir. Mais do que adotar novas ferramentas, a inovação em comunicação passa pela capacidade de humanizar a marca. Em um cenário cada vez mais automatizado, o principal desafio é equilibrar escala e empatia sem perder a autenticidade nas interações. Assim, ganham relevância as organizações que atuam em ecossistemas integrados, internos e externos, conectando pessoas, dados e ideias. É isso que transforma tendências em resultados sustentáveis, edificando uma comunicação marcada por inteligência, ética e, sobretudo, pela construção de relações consistentes. Return on Intelligence: a nova fronteira da comunicação

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