INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 206 Reconfiguração de competências e ampliação dos ganhos em escala Se é correto dizer que a inteligência artificial tornou-se um ativo importante na rotina em diversos campos da sociedade, no setor de comunicação corporativa, em particular, esse conjunto de ferramentas tecnológicas assumiu um papel ainda mais relevante, conforme pontua Thiago Salles, sócio da S/A Comunicação: “A IA generativa deixou de ser uma curiosidade criativa, passando a operar como um copiloto estratégico, integrado em todas as etapas do trabalho, desde a mais básica até as mais sensíveis, como a gestão de crises”. Segundo ele, tão importante quanto a incorporação desse combo tecnológico é a forma como ele é utilizado. Na S/A, a implementação do processo foi feita por meio da contratação de uma consultoria, que segue dando suporte à agência. E, pelo visto, os resultados são favoráveis: “Hoje, alguns clientes nos procuram para pedir orientações sobre como ingressar nesse universo, e até solicitando projetos com vistas a implementar nossa rotina de IA nos seus departamentos de comunicação interna”. O sócio da S/A apressa-se em dizer que esse olhar sistêmico e o uso 360° da IA não indicam, necessariamente, um impacto negativo na força de trabalho. Ao contrário. “A IA não elimina empregos, mas sim rotinas”, diz. “Aqui, o que fizemos foi uma reconfiguração de competências, pois o profissional que entende de comunicação e sabe manejar a IA ganha mais tempo para atuar em funções-chave, envolvendo planejamento e relacionamento com parceiros e a imprensa – algo que a máquina não consegue fazer”. Ele afirma que essa visão é um critério usado no sistema de contratação, que prioriza candidatos com esse perfil, e também na avaliação trimestral, na qual uma das métricas é a frequência e a qualidade de uso da IA. Os resultados impressionam. “Nos últimos seis meses a produtividade do time dobrou”, conta. Além de “organizar o caos”, a IA possibilitou ampliar os ganhos em escala, um fator importante na competitividade de uma agência-butique como a S/A. “A IA foi peça-chave no desenho de produtos de prateleira, nos segmentos de media training e de monitoramento, desenvolvidos e atualizados integralmente por agentes de IA, levando em conta as necessidades específicas de cada cliente. “O universo de oportunidades é enorme e a diferenciação não se dará mais pelo simples uso de ferramentas, mas sim pela capacidade de extrair o máximo de valor de cada uma delas”, completa. Thiago Salles, da S/A Comunicação: IA generativa passa a operar como um copiloto estratégico, integrado em todas as etapas do trabalho, desde a mais básica até as mais sensíveis, como a gestão de crises
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