Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026

Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 249 insights de dados, relacionamento médico (metaDoctors) e suporte de campo (AdjChat). A combinação de análise de redes e IA mapeia conversas sobre doenças para identificar lacunas de informação e plataforma própria reúne informação científica e de cursos para uma base de mais de 650 mil médicos, ajudando a combater a desinformação e o excesso de trabalho da classe médica. Soluções como Data2Pharma empregam tecnologia proprietária para extrair dados médicos de 35 bases públicas. “Conseguimos chegar a todos os médicos e desenvolvemos assistentes de IA que municiam representantes com histórico e evidências científicas antes das visitas médicas”, descreve Giuliana. Tecnologias como realidade virtual (VR) ajudam a treinar equipes internas e representantes a respeito de conteúdos médico-científicos. O deslocamento do produto comercial para a jornada da doença pauta-se em narrativas de utilidade pública para educar sobre sinais, sintomas e urgência de diagnóstico precoce, com conteúdo multiplataforma para sensibilizar o grande público e autoridades sem ferir normas éticas de promoção de medicamentos. Metodologia proprietária com aprendizado profundo (deep learning) mapeia conversas sobre doenças, tratamentos e políticas públicas, para identificar os participantes do debate, para descobrir lacunas de informação antes que a desinformação se propague. “O setor substituiu a propaganda direta pela autoridade técnica e pelo compromisso com desfecho clínico e está trocando a comunicação passiva por postura proativa e orientada a dados”, diz a executiva. “É a forma de antecipar crises causadas por boatos, permitindo resposta ágil baseada em evidências”. A necessidade de transição de marketing de produto para marketing de propósito e autoridade técnica conta com suporte da unidade Digital Solvers para transformar informações científicas complexas em narrativas de impacto social, com respeito às normas. “Empresas do setor consolidam suas marcas ao se posicionarem como parceiras, não apenas como fornecedoras do ecossistema de saúde”, explica Giuliana. A criatividade sustenta a criação de produtos editoriais proprietários, como white papers, relatórios e dossiês. Um exemplo da atuação da agência no segmento é a gestão de redes sociais e o posicionamento executivo para instituições como o Hospital Sírio-Libanês (HSL), onde a comunicação integrada entre imprensa e canais digitais permitiu alcançar mais de 145 milhões de usuários. Outro é o foco em jornada do paciente e conscientização sobre patologias, como no caso do projeto AMECast, da Biogen, com videocast para humanizar doenças raras dando voz a pacientes adultos que desconheciam a possibilidade de tratamento. Mais um é a campanha Comer sem Medo, para a PTC Therapeutics, com o chef Rodrigo Oliveira mostrando como incluir pacientes com dietas restritivas na rotina de um restaurante renomado – a ação reuniu pessoas com Síndrome da Quilomicronemia Familiar (SQF) de todo o País que, na mesa do restaurante, fundaram a primeira associação de pacientes para essa doença ultrarrara. Já no caso da acondroplasia (displasia óssea genética que afeta a conversão de cartilagem em osso, resultando em membros curtos, tronco de tamanho médio e cabeça grande), a advocacy da LLYC ajudou a transformar a condição, vista como estética, em causa de saúde – a criação de ambiente favorável para a incorporação do tratamenÉrica Benute, da Analítica: cabe à comunicação fazer a tradução e exercitar porta-vozes e interfaces para alcançar linguagem clara e direta

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