Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026

COMUNICAÇÃO NA SAÚDE Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 250 to com o medicamento vosoritida no SUS trouxe resultados como 14,2 mil contribuições à consulta pública na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), 4º lugar no ranking de participações da entidade. As ações são construídas em conjunto e em fluxo multidisciplinar envolvendo marketing, assuntos públicos e criação, 100% delas passando por áreas jurídicas, médicas e de compliance, com interação constante com o ambiente regulatório externo. “Campanhas de grande escala podem exigir monitoramento ou submissão a diretrizes da Anvisa e outros conselhos de classe”, detalha Giuliana. O nível máximo de sensibilidade é a gestão de crise. “Uma crise pode significar interrupção de tratamento ou diagnósticos errados, atenta contra a vida. A reputação institucional depende de narrativa técnica e transparente para manter a autoridade em momentos de alta exposição”, destaca. Para enfrentar a desinformação, a agência conecta tecnologia, influência e dados para garantir que a verdade científica prevaleça sobre o ruído digital, ante desafios como a evolução do já tradicional Dr. Google para a IA, hoje com maior escala para riscos como alucinações de dados e diagnósticos imprecisos. “As instituições precisam ocupar espaço de fonte primária de confiança, para evitar que o paciente tome decisões erradas baseadas em algoritmos sem curadoria técnica”, adverte. Como as redes sociais são terrenos de disputa narrativa onde a legitimidade técnica deve ser reafirmada constantemente, ela sugere às instituições lidarem com influenciadores engajando vozes legítimas. No projeto Esse Menino Sou Eu, por exemplo, influenciadores de games (Desimpedidos) ajudaram a educar jovens de forma lúdica sobre distrofia muscular de Duchenne (DMD), garantindo que a informação correta sobre a doença muscular chegasse ao público de forma orgânica e confiável. O valor da informação correta Influenciar políticas públicas é um dos objetivos no âmbito da atuação da Analítica. A agência atende a clientes no âmbito da saúde principalmente do Terceiro Setor, envolvidos com geração de conhecimento, estudos e pesquisas para apoiar o setor público com dados, informações e evidências que contribuam para o aprimoramento da saúde e da gestão pública na área. O portfólio atual inclui o Umane, fundo patrimonial oriundo da Associação Samaritano e hoje independente, que fomenta mais de 40 projetos pelo País visando, por exemplo, contribuir com estudos e dados para o SUS, além de ser responsável pelo Observatório da Saúde Pública; a Vital Strategies, ONG internacional presente no Brasil desde 2017 e fomentada por diversos apoiadores (incluindo o Umane), sendo o maior deles a Bloomberg Philantrophies; o Instituto Futuro é Infância Saudável (Infinis), da Fundação José Luiz Setúbal; e o Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps). O Umane, por exemplo, fomenta organizações que atuam em torno dos eixos atenção integral a doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), fortalecimento a atenção primária de saúde (APS) e saúde da mulher, criança e adolescente. Uma delas é a Vital Strategies, que realizou no ano passado (2025) estudo em três etapas com sondagem da população da Amazônia Legal sobre sua percepção relacionada a saúde. A Vital tem foco em pesquisas Reni Tognoni, da Analítica: pandemia direcionou um olhar mais cuidadoso para a saúde

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