MENSURAÇÃO DE RESULTADOS Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 286 Fundada na década de 1970 como uma empresa de clipping, a Sinopress é hoje uma das mais tradicionais empresas do Brasil e atua também em monitoramento e análise de dados para comunicação, avaliando diariamente o conteúdo de mais de 1 milhão de portais de notícias, jornais e revistas online e blogs no mundo. “A digitalização ampliou de forma significativa o volume de conteúdos publicados, o que exigiu uma evolução do próprio serviço”, explica Cassiano De Bernardis, diretor de Operação da empresa. “O foco deixou de ser apenas a mensuração e passou a incluir leitura de contexto e análise de tendências. Hoje, além do monitoramento em tempo real, trabalhamos com organização e interpretação dos dados de mídia, permitindo uma visão mais ampla dos temas que impactam clientes e setores”. Com mais de 30 anos de atuação em comunicação corporativa e passagens por grandes multinacionais, como Tetra Pak e Vivo, Elisa Prado acompanhou de perto essa revolução digital e seu impacto no trabalho de mensuração de resultados na área. “Trinta anos atrás, todo trabalho de obtenção e análise de dados, com raras exceções, era feito na unha, com ajuda apenas do Excel e de pesquisas aleatórias. Hoje você tem diversas plataformas e maneiras de, rapidamente, num piscar de olhos, fazer a sua medição”. Nessa caminhada, um novo catalisador também vem mudando drasticamente as regras do jogo, ou pelo menos criando alternativas para jogá-lo de maneira mais rápida e eficaz: a popularização da inteligência artificial generativa. A ferramenta, que ganhou um grande impulso nos últimos anos, trouxe uma gama gigantesca de possibilidades, tanto na obtenção quanto na compilação e análise de dados. “Sempre escutamos aquela máxima de que profissionais de comunicação, por terem sua formação em humanas, não são bons com números. Por muito tempo isso foi uma barreira, especialmente pela dificuldade de mergulhar em dados. Com a IA generativa essa barreira é facilmente superada, porque a partir do momento que você reúne os números em um sistema e aprende a conversar com os dados, deixa de lado a necessidade de ter uma formação técnica específica”, afirma Lucas Reis, professor de análise de dados da Escola Aberje, doutor em Ciência de Dados Cassiano De Bernardis, da Sinopress: monitoramento em tempo real, com organização e interpretação dos dados de mídia Elisa Prado: popularização da inteligência artificial amplia o serviço de medição por agências e consultorias
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