Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026

Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 307 reputação da marca. “É uma ferramenta poderosa de atração de talentos, porque pessoas querem trabalhar com líderes inspiradores. Tem ação na proteção em crises, pois uma marca com autoridade tem mais crédito com a opinião pública. E atua no valor de mercado, já que investidores confiam em empresas que demonstram domínio sobre o futuro de seu setor”, diz Pollyana Miranda, da Deck. Os impactos dessa prática, assinala William Maia, do Grupo CDI, transbordam a imagem individual do líder e retroalimentam a organização como um todo. “Internamente, o efeito é de alinhamento e pertencimento. Quando o time vê seu porta-voz pautando o mercado, há um reforço imediato da cultura organizacional e do propósito da companhia, servindo como um guia que motiva e retém as pessoas de forma orgânica”. Essa escrita tomou algum cuidado para não misturar os conceitos de líder de pensamento, formador 1 O cientista político estadunidense Harold Lasswell (1902-1978) popularizou a Teoria da Agulha Hipodérmica, nos anos 1920, em seus estudos sobre a propaganda durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Trata-se de um modelo da teoria da comunicação que compara uma mensagem a uma injeção de seringa hipodérmica: mensagem transmitida pela mídia é aceita e espalhada imediatamente e igualmente entre os receptores, provocando efeito rápido e “poderoso” entre eles. A teoria foi uma das primeiras tentativas para abordar os efeitos da comunicação para a massa na opinião pública. de opinião e influenciadores digitais, atores na formação de pensamentos. Na opinião de Pedro Cadina, da Vianews, o thought leader tem um pouco da habilidade de cada um deles: “O conceito de formador de opinião é da segunda metade do século passado e está relacionado com a opinião pública, exercida pela mídia tradicional. O formador de opinião era aquele que formava a opinião pública. Leva-nos ao conceito da Teoria da Agulha Hipodérmica1 sobre a comunicação para a massa. O porta-voz já aparece ali na década de 1960, quando as organizações estavam preocupadas com a presença de uma voz única ao transmitir aquilo que desejavam comunicar ao público. Então, o porta-voz era a voz da empresa. As empresas mantêm até hoje a política de porta-vozes. O influenciador, na minha percepção, atua com decisões momentâneas e de compra. Ele está de olho no clique. E tem permanência mais fluida. Penso, então, que o líder de pensamento tem um pouco de cada um deles: forma

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