Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026

Anuário da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | 2026 315 Estudos recentes sobre a presença digital de CEOs mostram que conteúdos publicados no LinkedIn por executivos têm capacidade de gerar até seis vezes mais engajamento e impressões do que postagens feitas por empresas. “No LinkedIn, quanto mais humana tornarmos a expressão daquele profissional, mais fácil será a comunicação dele. O conteúdo sempre tem algo da personalidade e da história do executivo”, afirma Alves, também professor de cursos sobre LinkedIn e outros meios de networking na Faculdade Cásper Líbero. Em tempos de predominância da inteligência artificial, a humanização da comunicação parece ter atingido seu ponto alto no LinkedIn: “Se o profissional marca pessoas naquele conteúdo, tornamos aquela mensagem cada vez mais humana para os algoritmos e para as pessoas que vão interagir com ele”, acrescenta Alves. Melhor ainda se o conteúdo incluir uma foto do executivo visitando uma loja ou durante uma viagem, por exemplo, a depender da mensagem e da ideia a ser transmitida. “Com o passar dos anos, o LinkedIn tem se tornado também cada vez mais visual, e já não dá muito engajamento para conteúdo sem imagem”, assinala o professor da Cásper Líbero. A singularidade do conteúdo e a capacidade de liderança intelectual estão atreladas justamente ao caráter humano da mensagem: “Trata-se de marcar presença na rede com uma voz que traz conhecimento, maturidade. São conteúdos e falas únicas porque são constituídas por repertórios singulares. Estão baseados na experiência daquele profissional. Ela é parte da mensagem-chave que a empresa pretende transmitir”. Nas plataformas digitais, dançamos conforme a música. Entre um post e outro, até é possível alguma irreverência, mas, na maioria dos casos, os algoritmos mostram o caminho da liderança intelectual, segundo seus próprios, digamos, princípios e interesses. No final das contas, funciona para todos. “O LinkedIn fez movimento importante de mudança nos algoritmos, no ano passado. Agora, comentar nos perfis tornou-se ferramenta tão poderosa quanto postar no seu próprio perfil”, assinala o diretor da Quatro-Sete Hz. O perfil do executivo e o conteúdo – que une narrativa pessoal e corporativa – estão alinhados totalmente à conversa que se pretende manter na rede digital profissional. “É preciso olhar estrategicamente as conexões, com quem o executivo se relaciona e com quem faz comentários. O desempenho do perfil está articulado com a geração de atração. Os algoritmos estão olhando também para os comentários”, explica. Alcançar a liderança no LinkedIn exige persistência. As mudanças das engrenagens da plataforma, a participação de distintas gerações no diálogo digital e os novos hábitos dos públicos interlocutores requerem flexibilidade dos comunicadores. “O LinkedIn ainda deve passar por muitas transformações, com a presença de conteúdos menores e circulação de mais vídeos, atendendo à dinâmica do acesso e leitura pelo telefone celular e à participação de gerações cada vez mais digitais”, diz Alves. “Vamos concorrer não só com o que acontece na rede, mas também com tudo o que está acontecendo no telefone celular. Em todos os casos, é preciso olhar o cliente de um ponto de vista mais sistêmico de oportunidades, usando a rede, claro, sempre em nosso favor”. Nem sempre o CEO é imprescindível nessa interação com os diferentes públicos da empresa em redes digitais. O diretor da Quatro-Sete Hz conta que trabalha frequentemente com rede de líderes no LinkedIn. “Temos um programa de embaixadores, com a presença na rede de vários profissionais de uma mesma empresa. Esses programas contam com líderes de diferentes áreas da organização. Muitas vezes, temos analistas ou executivos que não são líderes dentro da Eduardo Alves, da Quatro-Sete Hz: muitos executivos ainda não compreendem o poder da marca pessoal

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